Setembro | 2018 | Ano IX – Edição 111 – Diabetes x Tabagismo

Diabetes x Tabagismo

ADRIANO FARMACÊUTICO (1)

O tabagismo é um fator de risco bem estabelecido para várias doenças, incluindo a maioria dos tipos de câncer, doenças respiratórias e doenças cardiovasculares, mas sua ligação ao diabetes não foi amplamente reconhecida até recentemente. Estudos mostram que tanto o fumante ativo quanto o passivo estão associados a riscos significativamente aumentados de desenvolver diabetes. O número de cigarros fumados diariamente está associado a um risco aumentado de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 (DM2) a longo prazo, e isso pode ser em parte devido ao efeito da nicotina sobre a sensibilidade à insulina.

As evidências atuais demonstram que o tabagismo está associado a um risco elevado de doença cardiovascular e acidente vascular cerebral em pacientes diabéticos. O tabagismo também tem participação em complicações microvasculares do diabetes, que incluem principalmente nefropatia, retinopatia e neuropatia, as quais podem ser desencadeadas por danos hiperglicêmicos a pequenos vasos sanguíneos.

Vários estudos epidemiológicos demonstraram que o tabagismo aumentou o risco de início e a progressão da nefropatia em pessoas com diabetes. O tabagismo foi associado à diminuição da taxa de filtração glomerular, um sinal de disfunção renal, em pacientes com DM2, particularmente entre os pacientes do sexo masculino. A literatura atual implica que o tabagismo pode aumentar o risco de neuropatia em indivíduos com diabetes mellitus tipo 1, mas a evidência entre pacientes com DM2 ainda não é conclusiva. Em relação à retinopatia, nenhum consenso foi alcançado sobre a associação com tabagismo.

Pacientes fumantes também têm pior controle glicêmico e maior risco de hipoglicemia. Além disso, estudos demonstraram que pacientes diabéticos tabagistas têm níveis mais elevados de depressão e ansiedade quando comparados a diabéticos não tabagistas.

Nos pacientes com DM2, a suspensão do tabagismo foi bem documentada para reduzir o risco de doenças cardiovasculares, tanto a curto como a longo prazo. Além disso, um estudo recente com pacientes diabéticos de mais de 55 anos mostrou que o abandono do tabagismo foi associado a uma redução de 30% na mortalidade tanto em homens como em mulheres, e os benefícios para a redução de eventos cardiovasculares geralmente foram maiores em pacientes que deixaram de fumar por mais de 10 anos. Embora pareça haver um risco aumentado de desenvolver DM2 pouco depois de deixar o uso do tabaco, a parada do tabagismo reduz o risco de diabetes após vários anos de abstinência.

Em resumo, há evidências consistentes que apoiam os benefícios do fim do tabagismo na redução do risco de complicações em pacientes diabéticos.

Fonte:https://www.ufrgs.br/lidia-diabetes/2017/08/27/ diabetes-e-o-cigarro/

Adriano Santos
Farmacêutico – CRF/RJ 16921
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