Setembro | 2017 | Ano VIII – Edição 99 –Palpitação nos Idosos – Normal ou Arritmia?

Palpitação nos Idosos – Normal ou Arritmia?

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Palpitação é o nome que se dá à percepção dos batimentos cardíacos, normalmente com desconforto e sensação de que estes batimentos estão irregulares. O nosso coração, quando estamos em repouso, realiza entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). São, portanto, em média, 4.800 batimentos/ hora e 115.200 batimentos/dia. Quando o coração está com mais de 100bpm chamamos de taquicardia. Quando está abaixo dos 60bpm, chamamos de bradicardia.

As palpitações estão associadas normalmente às taquicardias. Exceto quando nos exercitamos, não sentimos os nossos batimentos cardíacos. Na verdade nem nos damos conta que temos uma “bomba cardíaca” funcionando sem parar dentro do nosso peito, colocando o sangue para circular por todo o corpo. A palpitação é exatamente uma anormal consciência do batimento do coração quando estamos em repouso. Normalmente o paciente se queixa de que o “coração está acelerado”, que sente os “batimentos na garganta”, ou ainda, que o “coração vai sair pela boca”.

Normalmente estão associadas a mal estar, cansaço aos pequenos esforços, falta de ar, e às vezes, dor no peito (angina). Se a palpitação ocorrer por uma arritmia, é possível até ocorrer desmaios. Muitos sintomas de origem ansiosa e angustiantes também podem manifestar-se em queixas de palpitação e desmaios. Qualquer batimento cardíaco normal origina-se de um impulso elétrico originado no nó sinusal, por isso, chamamos o ritmo cardíaco normal de ritmo sinusal.

A atividade elétrica gerada pelo nó sinusal é transmitida por todo músculo cardíaco, pelas fibras musculares específicas de forma organizada e rítmica. Toda vez que temos uma frequência cardíaca elevada devido a um aumento da frequência destes impulsos gerados no nó sinusal, estamos diante de uma taquicardia sinusal. É o que ocorre, por exemplo, quando nos exercitamos ou tomamos um susto. Isto é considerada como uma resposta normal e esperada do coração.

Quando temos impulsos elétricos vindos de outros pontos do coração que não o nó sinusal, estamos diante de impulsos anômalos, caracterizando uma arritmia cardíaca. Entre as condições mais comuns de palpitações podemos citar: os quadros psiquiátricos como síndrome do pânico, distúrbios de ansiedade e depressão, anemias importantes, febre, desidratação, exercício físico e o estresse emocional.

Com relação ao desenvolvimento de arritmias cardíacas, o consumo exagerado de cafeína, nicotina e doenças da tireoide, como o hipertireoidismo, são destaques. Existem vários tipos de arritmias, mas as mais comuns são a fibrilação atrial e a taquicardia supraventricular. A primeira é mais comum em idosos e a segunda em jovens. Deve-se salientar que mesmo aqueles que têm palpitações por arritmias cardíacas apresentam prognóstico favorável na maioria dos casos.

Palpitações causadas por arritmias malignas são a minoria. Mas como são muito graves, devem sempre ser descartadas. O tratamento das palpitações depende da causa. Se a palpitação for causada por uma anemia, basta corrigi-la. Se for febre, ela desaparecerá quando a temperatura corporal se normalizar. Se a taquicardia ocorre por distúrbios de ansiedade, o tratamento com os ansiolíticos costuma ser eficaz. Por isso, é necessário manter contato frequente com um médico, fazendo consultas e realizando exames sempre que possível.

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

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