Setembro | 2017 | Ano VIII – Edição 99 – Diabetes no olho. É possível?

Diabetes no olho. É possível?

Sem título1

No olho a diabetes pode aparecer em vários lugares, contudo o lugar onde é mais comum é na retina. A retina fica lá no fundo do olho. A retinopatia diabética é uma doença que pode levar à cegueira ou perda de visão severa. É mais comum em diabéticos que não fazem bem o controle os níveis de glicose do sangue.

Na maioria das vezes o paciente não sente absolutamente nada, até a doença estar bem avançada. E quando chega nesse ponto já é tarde para fazer alguma coisa sobre a perda de visão. Os principais sintomas são: visão borrada, pontos pretos na visão, dificuldade de ler ou enxergar de longe, dificuldade de distinguir as cores. Por isso, é importante o acompanhamento bem de perto e o diagnóstico e tratamento precoces.

E será que existe algum teste para a retinopatia diabética?

Sim, existe.

No exame de fundo de olho é possível encontrar algumas alterações da retinopatia diabética. O fundo de olho é feito através do oftalmoscópio direto. Mas, o fundo de olho é a mesma coisa que olhar para dentro de uma sala pela fechadura da porta. Imaginando que o olho é uma sala e que a pupilas (menina dos olhos) é a fechadura, é possível ver dentro da sala, contudo o campo de visão é limitado.

Logo, na Oftalmologia a forma de abrir a porta para ver lá dentro é dilatando as pupilas. Quando a pupila está dilatada, é possível então, ver melhor as estruturas da retina. Com o equipamento certo vemos tudo com mais nitidez. E são três os tipos de exame que podem ser feitos e que têm grande importância para avaliar a retina de um paciente diabético: mapeamento da retina, biomicroscopia de fundo e a angiofluoresceinografia. A biomicroscopia de fundo é feita através da lâmpada de fenda aliada a uma lente especial.

O mapeamento de retina e feito pelo oftalmoscópio indireto também com uma lente especial. Já a angiofluoresceinografia é um exame onde é injetado um corante chamado fluoresceína (não é contraste, é corante) e em seguida a retina é fotografada em sequência mostrando o enchimento dos vasos na retina. Para as pessoas com Diabetes tipo 1 o primeiro exame deve ser feito de 3 a 5 anos após o diagnóstico. Para paciente com Diabetes tipo 2 o exame deve ser feito logo após o diagnóstico.

E como se trata retinopatia diabética?

A primeira etapa do tratamento é normalizar os níveis de glicose. Fotocoagulação a laser, cirurgia de vitrectomia, e injeções oculares são os tratamentos oftalmológicos que podem impedir a progressão ou minimizar os problemas.

Tem como prevenir?

Sim! Basta manter sempre os níveis de glicose dentro da normalidade e consultar regularmente o oftalmologista e o médico que trata da sua glicose.

Dr. Andrew Alves
Marinho Oftalmologia
CRM: 52 97566-4

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

CuidarVC
Tel.: 3627.4450
www.cuidar.vc
facebook.com/ClinicaCuidarvc
Rua Medina, 127, salas 102/103 – Méier

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>