Setembro |2016| ano VII edição 87 – Como se Comunicar com o Autista

Como se Comunicar com o Autista

13-copiaQuando dizem que Deus sabe o que faz, afirmo com entusiasmo que sim, Ele compreende cada etapa e caminho que necessitamos transpassar para aprender sobre a essência, além da valorização do ser humano. Observando as diferenças do mundo, principalmente entre as pessoas, venho expressar minha emoção em trabalhar com o público autista; me sensibilizo com o lindo aprendizado diário, a troca recíproca de comunicação a partir dos exercícios físicos.

Para colaborar com meus sentimentos ditos acima, preciso focar no lado profissional, técnico e científico, a fim de obter uma comunicação efetiva com meus alunos. Geralmente, o autista tem uma atenção seletiva, ou seja, acaba focando em apenas uma coisa de seu interesse, como por exemplo um barulho lá bem longe ou então o pisar do indivíduo ao lado – certa vez, observei meu aluno olhando para cima repetidamente, distraindo-o, daí percebi o que estava lhe incomodando: um som distante, quase imperceptível, de batidas de algum objeto no chão.

Isso se deve a uma hipersensibilidade da audição, quer dizer, o que é escutado é levado ao extremo, gerando irritabilidade ou diminuição da atenção para os exercícios propostos. Com o objetivo de envolver a pessoa para executar determinada tarefa, como correr em ziguezague, pulando os obstáculos deixados no chão, eu digo e repito várias vezes que tal barulho que o incomoda é normal, e que eu também o escuto, e mais, afirmo que me incomoda bastante!

Assim, na maioria dos casos, a comunicação torna-se efetiva, pois o autista de alguma forma percebe que não é só ele quem sente medo e tem insegurança, mas outras pessoas podem sentir o mesmo, acalmando-o. Apesar do que foi mencionado nos artigos anteriores da série, sobre a teoria da mente, em que no autismo há a dificuldade de perceber o que o outro sente, nota-se uma identificação pessoal quando o que é falado torna-se físico, quer dizer, corpo a corpo, tocando na pele do autista enquanto se diz que compreende e também escuta o mesmo barulho assustador.

Na continuação da série “a importância dos exercícios físicos nas necessidades especiais” abordarei mais conceitos, por isso indico que você leia os cinco artigos anteriores no site: www.jornalnovidades.com.br, para entender melhor os conteúdos.

VIVA BEM, SOB UMA COMUNICAÇÃO EFETIVA

THIAGO SOARES PERSONAL
CREF: 025751

Especialista em psicossomática contemporânea
Persona Trainer de idosos e necessidades especiais
ATENDIMENTO EM DOMICÍLIO
Personal Coach (consultor de saúde e atividade física)
Criador do método GinásticaKIDS
99522.8671 (Vivo)
Facebook.com/Ginasticakids.original
E-mail: thiagosoares.vivabem@gmail.com

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