Setembro | 2015 | Ano VI – Edição 75 – Especialista do hospital pasteur fala sobre o herpes-zóster

Especialista do hospital pasteur fala sobre o herpes-zóster

De acordo com os estudos epidemiológicos, acerca de 95% dos adultos brasileiros já foram expostos ao vírus da doença.

A sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) vem chamando a atenção da população sobre um tema ainda pouco conhecido pela sociedade: o herpes-zóster. A doença pode afetar idosos que tiveram catapora quando jovens e aqueles que passaram por períodos de estresse durante a fase adulta. Nesses casos, é provocada pelo vírus Varicella zoster. Para esclarecer dúvidas a respeito do problema, Thiago Bicalho, geriatra do Hospital Pasteur, fala sobre a questão.Pág7

Também chamado de zona, cobrão ou cobreiro, o herpes-zóster é uma virose causadora da varicella – mais conhecida como catapora. O médico explica que, em geral o problema ocorre, inicialmente, na infância: “Habitualmente, nas pessoas expostas pela primeira vez ainda quando crianças, nas pessoas expostas pela primeira vez ainda quando crianças, os sintomas são caracterizados por pequenas manchas avermelhadas no corpo e febre de graus variados. Após uma ou duas semanas, o sistema imunológico consegue controlar a infecção da pele, fazendo com que a enfermidade seja curada”.  Informa Bicalho.

Para prevenir a catapora nas crianças, o sistema público de saúde brasileiro oferece uma vacina que é ministrada em dose única a partir de um ano de idade e garante de 90% a 100% de proteção. Já no caso de adultos a partir dos 50 anos – fase em que há maior risco de desenvolvimento da enfermidade –, a opção é a vacina Zostavax, existente na rede privada desde 2004.

Diante da apresentação de quadros de queda na imunidade, o vírus consegue se manifestar novamente, sendo esta segunda vez mais comum nos idosos e nas pessoas que passaram por quadros de ansiedade ou por uma fase de intenso estresse. “É importante ressaltar que a reativação do Varicella zpster não provoca um novo quadro de catapora, mas, sim, uma doença diferente chamado herpes-zóster”, explica Bicalho.Pág7.1

Com relação aos sintomas o médico observa que podem ocorrer sensações de formigamento e de dor no local em que surgem as primeiras lesões. “Em algumas situações, há febre baixa no primeiro dia. Na sequência, ocorrem vermelhidão e eclosão de bolinhas com água contendo o vírus, que se formam na pele e acompanham as raízes nervosas. Se os primeiros sintomas  surgem e o paciente não é assistido , os quadros de dor podem se intensificar”, elucida o médico.

 

Transmissão e cuidados

Como as lesões são localizadas e o vírus está ativo no interior delas, a transmissão não se dá por via respiratória, mas através do contato. O especialista recomenda lavar as antes e depois da manipulação das feridas e, se por acaso as bolinhas estourarem, cobrir a região para evitar que o líquido que sai delas contamine outras pessoas que estejam próximas.

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