Setembro | 2014 Ano V – Edição 63 – Hospital Pasteur: Saiba mais sobre a gestação de risco

JornalNovidades_Set2014_HospitalPasteurO problema pode surgir em qualquer idade reprodutiva, porém é mais comum entre adolescentes e mulheres que estão acima dos 35 anos de idade.

A gestação de risco é muito temida pelas mulheres que planejam ter um bebê ou se descobrem grávidas. O termo “risco” pode até remeter à ideia de que a gestante não poderá praticar suas tarefas do dia a dia, tendo que ficar de repouso por todo o período gestacional. O diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Pasteur, Mário Barros Filho, explica que a idade é um dos principais fatores determinantes para a gestação de risco: “Essa questão influencia muito a evolução da gravidez: seja para as mulheres ainda muito jovens, que podem sofrer com os problemas causados pela imaturidade do corpo, seja para aquelas que decidem ter filhos mais tarde, após os 35 anos”.

O médico indica que o adiamento da gravidez é cada vez mais comum hoje em dia. “As mulheres estão com uma visão diferenciada sobre a gestação e prorrogam a gravidez com o objetivo de conquistar estabilidade profissional antes de terem filhos. Por outro lado, é importante informar que essa decisão poderá ser um complicador na hora de ter um bebê”, observa o especialista.

Outro ponto que requer atenção são as jovens que engravidam muito cedo – fato comum em regiões mais afastadas dos centros urbanos ou naqueles locais em que as informações sobre gravidez na adolescência não são tão difundidas. “A gravidez na juventude é um fator muito forte para a gestação considerada de risco. Tal fato se dá, justamente, porque o corpo da mulher ainda está em formação e é surpreendido por um evento que deveria ocorrer apenas quando os órgãos reprodutores já estivessem aptos a passar pelo período gestacional”, ressalta Mário Barros Filho.

 

Outros fatores que podem causar a gestação de risco

O médico indica que a mulher que já tem um diagnóstico de hipertensão ou diabetes deverá ser avaliada por um especialista, para adequar os níveis de pressão e glicose e garantir que a gestação ocorra sem problemas. Outro fator de risco é o sobrepeso: “As mulheres que estão acima do seu peso ideal devem ser orientadas a emagrecer antes da gravidez. Atividade física e acompanhamento de um profissional de nutrição poderão fazer uma dobradinha no caminho para redução de peso e, consequentemente, minimizar as chances de desenvolvimento do diabetes gestacional”, complementa Mário Barros Filho.

Além disso, vale ressaltar que um histórico de uso exagerado de álcool, de consumo de drogas e de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também promove riscos à saúde tanto da criança quanto da gestante.

 

Tenho uma gravidez de risco. E agora?

De acordo com Mário Barros Filho, ainda que ocorra a constatação de uma gravidez de risco, se bem assistida por especialistas na área, o período tem grandes chances de ser tranquilo para as mães, ainda que exija maior cuidado e atenção. “Sem diagnóstico ou tratamento adequados, as consequências das gestações de alto risco podem ser graves. Na grande maioria das vezes, exceto nos casos de doenças maternas preexistentes, um adequado acompanhamento pré-natal protege as gestantes de evoluírem para essa classificação gravídica”, completa o médico.

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