Outubro/Novembro | 2020 | Ano XI – Edição 133 – O Teleatendimento

enfermeira

Rosemary Bacellar

O Teleatendimento

Afastada do atendimento ambulatorial, desde final de abril, por conta da pandemia da Covid-19, me vi numa situação de impotência, por não poder atuar diretamente junto ao paciente. Fui surpreendida pela eficácia do atendimento a um paciente por vídeo chamada, quando pude reformular todos os meus conceitos e quebrar os paradigmas assistenciais na minha área de atuação.

curativoSeguindo as diretrizes do próprio Ministério da Saúde fiz contato com os pacientes, porém a maioria estava com muito medo, pois fazem parte do grupo de risco o que inviabilizou as consultas presenciais.
Que dias difíceis enfrentamos, e se refletirmos que essa dificuldade para as pessoas com algum tipo de ferida já existia antes da pandemia, uma vez que há grande carência de serviços especializados para esse tipo de tratamento, com profissionais qualificados, produtos e tecnologias adequadas, o cenário só se agravou. Os centros especializados com atendimento a esse público são cada vez mais raros e em sua maioria apresentam filas de espera, com isso, o que vemos é que as lesões só tendem a complicar.
Gostaria de compartilhar com você minha experiência com o TELEATENDIMENTO. Ao longo dos últimos meses, pude ajudar um número expressivo de clientes. Sou enfermeira especializada no tratamento de feridas complexas e o que verifiquei, é que o suporte técnico a familiares e cuidadores, fez toda a diferença para garantir uma condução segura do tratamento, com escolhas adequadas, de materiais e produtos, favorecendo assim o processo cicatricial. O acompanhamento da evolução da ferida, seja por foto, ou videochamada, possibilitou a correção e ajustes de condutas, impedindo que a ansiedade e ação de curiosos levassem a experimentos e opções, muita das vezes desastrosas por uso de produtos inadequados, que só pioram ao invés de ajudar.
Mesmo à distância, consegui estabelecer uma parceria com familiares e cuidadores, construindo novas rotinas, de forma a favorecê-los. Como a atuação do enfermeiro no atendimento à ferida complexa se trata de um serviço muito especializado, até mesmo funcionários de homecare (assistência domiciliar) perceberam a importância desse serviço. É óbvio que não é a mesma coisa do atendimento presencial, nada substitui o olho no olho, mas esse suporte gera uma tranquilidade, onde a proximidade acontece, pois entramos, ainda que virtualmente, na casa dessas pessoas. Foram muitas experiências vitoriosas, feridas puderam cicatrizar, esperanças de melhores resultados puderam ser vivenciadas e pelo menos uma amputação não se realizou, o que por si só já garantiu, a meu ver, o sucesso dessa nova modalidade assistencial.
Não arrisque piorar sua lesão, procure um profissional especializado. Afinal FERIDA não é de DEUS. Ligue Agora e marque uma consulta.
Tenha compromisso com a sua SAÚDE!

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Rosemary Bacellar
Enfermeira- COREN 47.279 RJ
Atendimento ambulatorial, em clínicas ou hospitais, domiciliar ou casas de repouso.
Tel.: 2084.1933 / 99556.5143
www.curativosnomeier.com.br

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