Outubro/Novembro | 2020 | Ano XI – Edição 133 – Gratidão

ELISA EVANGELISTA

ELISA EVANGELISTA

Gratidão

SoFLORALu Consteladora Familiar. E, hoje trouxe um tema que considero bastante instigante. Resolvi falar um pouco sobre a nossa relação com os nossos pais. Tomando por base, o que vivenciei com os meus, e as relações de muitos filhos com os seus respectivos pais.

Passei a observar o quanto cobramos deles e o quanto estamos fora do nosso lugar. Essa cobrança é tão sutil que nem percebemos. Aqui cabe um questionamento: onde fica a gratidão que deveríamos externar por eles? Nós agimos como se nossos pais tivessem que estar todo tempo disponíveis para nós. Como se eles tivessem que parar a vida na hora que nós nascemos. Só que as coisas não funcionam desta forma. A vida não parou para eles quando nós nascemos, assim como a nossa também não pára quando nossos filhos nascem. E, mesmo assim, eles deram conta de tudo, de uma forma irrepreensível. Muitos deles vieram de uma época em que não existiam aparelhos eletrodomésticos, e tudo era feito de forma artesanal. Nem por isso eles desistiram de nós.

Depois que temos filhos, as coisas ficam mais claras porque quando chega a nossa vez, sentimos na pele o que é passar noites sem dormir, acordar de madrugada com filho doente, correr para o hospital, medir temperatura, colocar relógio para despertar para não perder a hora do remédio, trocar fraldas…Ufa! E, isso sem contar que a única combinação para resultar no que nós somos, só poderia ser a combinação daquele pai com aquela mãe. Ou seja, do jeitinho que for o nosso pai, e do jeitinho que for a nossa mãe, eles são os pais certos para nós. Do contrário seria qualquer pessoa menos nós. E depois crescemos, nos achando muitas vezes no direito de criticarmos nossos pais, querendo ser maiores que eles. Ser maiores que nossos pais, nunca vai acontecer, porque pelas leis que regem as constelações familiares, quer queiramos ou não, seremos eternamente devedores. O débito que temos com eles é o valor da vida que recebemos. E quem se arriscaria arbitrar um preço para própria vida?

FLORAL ELIZA

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