Outubro | 2017 | Ano VIII – Edição 100 – Infecção do Trato Urinário (ITU) nos Idosos

Infecção do Trato Urinário (ITU) nos Idosos

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As doenças infecciosas constituem importante intercorrência clínica e motivo de muitas internações e infelizmente causa de inúmeros óbitos na população geriátrica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções, em geral, constituem a maior causa de morte e destaca, ainda, a crescente resistência bacteriana, determinada pelo uso indevido e indiscriminado de antibióticos. O trato urinário é o local de infecção mais comumente acometido na população geriátrica e a fonte mais frequente de infecções bacterianas.

Com o avançar da idade, a sua prevalência aumenta de forma significante tanto entre os homens como nas mulheres. É importante que os familiares, cuidadores e os próprios pacientes fiquem atentos para os sinais e sintomas clínicos da infecção do trato urinário (ITU).

Embora, os sintomas típicos como: disúria (dor para urinar), polaciúria (urinar pouca quantidade muitas vezes) e urgência urinária, possam ocorrer mais comumente, as manifestações atípicas são encontradas nos idosos mais fragilizados, como: confusão mental, adinamia, prostração, perda do apetite, febrícula, desconforto, fraqueza.

É tarefa dos profissionais da área de saúde estarem atentos para essa pluralidade de sintomas e entender que muitas das vezes os idosos não apresentam quadro febril. O exame de urina é dispensável em muitos casos, mas há situações específicas em que a confirmação da presença da bactéria na urina (bacteriúria) e a cultura da urina define o agente causador e direciona o antibiótico específico, cabendo ao médico a melhor decisão diante do quadro clínico apresentado pelo paciente.

A complementação diagnóstica deve ser feita com exame ginecológico nas mulheres e prostático nos homens. O exame de ultrassonografia abdominal deve ser indicado, permitindo-se estudar a anatomia do sistema urinário, nos casos específicos, variando de caso a caso.

Como norma geral, pacientes idosos com bacteriúria assintomática não devem ser tratados com antibióticos, pois existe o risco desnecessário de seleção de bactérias mais resistentes, da interação e reação alérgica às drogas, além dos custos do tratamento.

Aumento de hidratação é recomendável, essa regra não deve ser seguida em algumas situações, como nos casos de obstruções do trato urinário, quando houver necessidade de procedimento invasivo e em doenças com potencial de interferir com a resposta orgânica.

Nos homens, merece destaque o aumento prostático que dificulta o esvaziamento vesical, favorecendo a estase e a aderência bacteriana. Na mulher, o enfraquecimento do assoalho pélvico, a redução da capacidade vesical, a secreção vaginal, a contaminação fecal e as alterações tróficas do epitélio pela queda dos níveis hormonais facilitam sobremaneira a ITU e devem receber atenção dos médicos. Destaque-se, ainda, que o uso prévio de antibióticos possa favorecer o aparecimento de infecções causadas por germes mais resistentes.

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

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