Novembro |2015 | Ano VI Edição 77 – Especialista do Hospital Pasteur orienta sobre o diabetes na infância

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Especialista do Hospital Pasteur orienta sobre o diabetes na infância

Conhecido como uma doença silenciosa, o problema acomete 14 milhões de brasileiros

Cerca de 400 milhões de pessoas vivem com diabetes em odo o mundo, de acordo com as informações da Federação Internacional de Diabetes  (IFD). Desse total, 10% são portadores do 1 – a forma mais grave, com alta prevalência, inclusive, nas crianças e adolescentes. No Brasil, a cda 100 mil jovens com menos de 15 anos, cerca de 20 poderão desenvolver o problema, como como prevê o Ministério da Saúde. No mês em é marcado o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), o endocrinologista Rodrigo Oliveira, do Hospital Pasteur, oferece orientações aos pais sobre os cuidados com a doença nessa fase da vida.

 Em crianças com diabetes tipo 1, o pâncreas não consegue produzir insulina e a glicose não entra nas células para fornecer energia. A consequência é que a taxa de açúcar se torna muito elevada no sangue, causando a hiperglicemia. Não se sabe exatamente o motivo que leva à interrupção da produção de insulina, mas há uma tendência hereditária associada a algum agravo ambiental, como uma infecção viral. “Trata-se de uma doença também associada à reação do sistema imunológico a alguns tipos de vírus, à baixa exposição ao sol (levando à deficiência de vitamina D) e ao não aleitamento materno até os seis meses de vida” aponta o especialista.

Rodrigo alerta que, quando o assunto está diretamente ligado aos pequenos, educação e precaução são os norteadores para um futuro mais saudável. Além disso, é importante observar se a criança vem apresentando sintomas, como muito fome e sede, emagrecimento rápido, vontade de urinar em demasia, fraqueza e falta de disposição. “Nessas situações, os pais precisam buscar ajuda médica imediatamente. Se seu filho voltar a urinar na cama, por exemplo, procure não chamar a atenção da criança e consulte um endocrinologista. O acompanhamento por parte da família será fundamental para o apoio aos pequenos diabéticos” orienta.

         Quanto ao tratamento, o endocrinologista explica que, na maioria dos casos, se faz necessário o uso de aplicações de insulina, mas a conduta clínica será definida somente após a avaliação médica. “Os pais também vão precisar ficar atentos se o aumento de peso e o crescimento estão de acordo com a idade, para que os devidos ajustes no tratamento sejam estruturados, conforme as fases de desenvolvimento”, diz.

         Uma vez diagnosticado, o diabetes não tem cura e suas complicações podem levar a danos irreversíveis em diversos órgãos, como coração, vasos sanguíneos, olhos e rins – a doença é uma das maiores causas de cegueira e de insuficiência nos rins em todo o mundo. “Por outro lado, se a pessoa tiver um tratamento equilibrado, com monitoramento constante dos níveis de glicose e acompanhamento médico, poderá evitar consequências graves, como infarto do miocárdio, derrame cerebral, amputações e cegueira”, alerta o especialista.

         O endocrinologista acrescenta que o diabetes não controlado pode interferir no crescimento das crianças e ocasionar danos irreversíveis. “Se a doença demora a ser diagnosticada, há o risco de ela entrar em coma e até morrer em consequência do nível elevado de glicose no sangue”. Na fase da adolescência, diversos estudos demostram maior dificuldade de controle do diabetes tipo 1, que pode ser explicada por alterações hormonais ou comportamentais.

         “Muitas vezes, o apoio psicológico se faz necessário, porque a criança ou o adolescente pode não aceitar a doença, prejudicando o tratamento. Esse profissional poderá auxiliar muito no acompanhamento do jovem portador de diabetes”, finaliza Rodrigo Oliveira.

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