Maio | 2018 | Ano IX – Edição 107 – Posso operar o meu grau?

Posso operar o meu grau?

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A cirurgia refrativa é um procedimento que dá liberdade ao paciente que usa alguma forma de grau. Atualmente as cirurgias refrativas são extremamente seguras e podem ser totalmente realizadas a laser. Exames devem ser feitos para saber se o olho pode ou não ser operado.

A cirurgia refrativa tem como principal objetivo dar conforto visual e melhorar a visão comparada ao que o paciente tinha antes, sem o uso do grau. É matematicamente impossível zerar o grau. O candidato à cirurgia refrativa, em primeiro lugar, deve estar motivado a fazer o procedimento. Se após todos os exames e explicações ainda assim houver dúvida, não faça.

Na medicina o médico sempre pesa o risco e o benefício de submeter o paciente a um medicamento ou a um procedimento. Quando o benefício for maior que o risco, é possível fazer. Por isso, é preciso de alguns exames que estudam o olho de forma completa para saber qual a probabilidade de dar certo. Estudar a córnea é fundamental para a cirurgia.

A córnea é a estrutura mais na frente do olho. É como se fosse uma tampinha de relógio transparente e é nela que a cirurgia acontece. Os exames mostram a curvatura e a espessura da córnea, o fundo de olho e a melhor visão do paciente antes da cirurgia. Só depois destes exames é que podemos saber se é possível ou não operar. Os graus que podem ser operados são os de miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Existem basicamente duas técnicas cirúrgicas: o LASIK e o PRK. Em ambos os procedimentos vai haver o desgaste da córnea, ou seja, parte do tecido vai ser “comido” pelo laser. O PRK pode ser usado em graus baixos e no caso de córneas mais finas. Uma variante mais recente é o trans-PRK. Contudo é um método que pode ser mais doloroso e a visão tende a ser melhor nos primeiros dias que ao final de um mês.

O LASIK é um método um pouco mais elaborado. Nele o médico faz um “milimétrico” corte na córnea, como se estivesse cortando uma tampa numa melancia. A parte exposta é então submetida ao laser. Depois colocamos a tampinha de volta da mesma forma que ela foi cortada sem necessidade de sutura. Por não haver sutura é PROÍBIDO coçar os olhos após a cirurgia. Outra variante mais moderna do LASIK é o FentoLASIK método totalmente realizado a laser.

Outras técnicas mais antigas já foram abandonadas. Principalmente pela falta de previsibilidade, ou seja, qual será o resultado após o procedimento. É o caso da ceratotomia radial. Muito utilizada na década de 80 e 90 no Brasil, mas que foi abandonada.

O tempo de recuperação é em médica curto, aproximadamente 7 a 15 dias. Podem ser operados os dois olhos no mesmo dia ou em dias alternados. O paciente pode após esse período manter a vida normal, ir à academia, praia, retornar ao trabalho.

Existem algumas limitações ao método. Pacientes com idade maior que 40 anos, córneas muito finas, altos míopes e doenças da córnea como o ceratocone podem contraindicar a cirurgia. Por isso, cirurgia refrativa não é para quem quer é pra quem tem olho que pode ser operado.

E existem riscos ao procedimento, contudo são pequenos se todos os passos seguros forem tomados o risco é muito baixo, principalmente com um bom estudo dos olhos e cuidados com infecção e com os olhos após a cirurgia.

Dr. Andrew Alves Marinho
Oftalmologia
CRM: 52 97566-4

 

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

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