Maio | 2017 | Ano VIII – Edição 95 – Organização Sensorial – TEA: como podemos ajudar a quem sofre com este transtorno?

Organização Sensorial – TEA: como podemos ajudar a quem sofre com este transtorno?

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Terezinha Dutra Lima

Problemas Sensórios – Perceptivos sempre estiveram presentes no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou “autismo”. Desde Kanner (1943) e Asperger (1944) já se observava respostas incomuns desses indivíduos a estímulos sensoriais, sendo algumas até mesmo bizarras. Uma compreensão do TEA pode ser caracterizada de forma simplificada por deficit em três áreas importantes do desenvolvimento, compondo a tríade autista: Comportamento, Comunicação e Interação Social. Algumas concepções dividem o olhar sobre o espectro e suas disfunções.

Com as mudanças ocorridas no DSM V são realizadas distinções de acordo com o nível de gravidade em relação à interação e comunicação. Clinicamente, a grande preocupação não é com o tipo, mas com a severidade de cada caso. Segundo AYRES, 2005, o autismo, ou os tipos de autismos, podem ser vistos como um distúrbio da Integração Sensorial. Outros teóricos defensores dessa perspectiva acreditam que possa ter uma disfunção no processo de recebimento dos estímulos sensoriais, sendo eles, os responsáveis por alguns comportamentos disruptivos manifestos, frequentemente, na vida de grande parte dos indivíduos com TEA.

Embora, os aspectos sensoriais não sejam considerados os principais requisitos para um diagnóstico de TEA, estão muito presentes no dia a dia desse transtorno. Muitos estudiosos se debruçam na tentativa de explicar o TEA a partir de uma perspectiva sensorial. Alguns estímulos, aparentemente comuns para nós, como acender uma lâmpada ou ouvir o som emitido pelo ar-condicionado em funcionamento ou, ainda, ouvir o som da voz de outra pessoa, poderão ser perturbadores para um indivíduo com TEA.

As modalidades sensoriais podem ser experienciadas por esses indivíduos de maneiras distintas. Nesse sentido, os mesmos estímulos aqui referidos poderão ser vivenciados de forma altamente prazerosa, dependendo do momento e do ambiente, havendo uma flutuação entre os estados de hipo e hipersensibilidade. As pessoas dentro do espectro autístico apresentam alguma forma de particularidade sensorial, variável no grau de intensidade e na forma das experiências sensoriais vividas.

Se você tem ou conhece alguém com dificuldades similares, não perca tempo, procure a ajuda de um profissional especializado!

Terezinha Dutra Lima
Psicóloga Clínica – Especialista em Saúde Mental e Psicodiagnóstico Infantil
CRP 05/39711

Experiência em TEA: Método Floortime
Atendimento: Crianças, Adolescentes e Adultos
Bairros: Tijuca e Méier Projeto de Orientação Escolar
Tel.: 9.8418.3814 E-mail: tjdutra@yahoo.com.br

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