Maio | 2015 Ano VI – Edição 71 – Hospital Pasteur: Especialista do Hospital Pasteur fala sobre os problemas relacionados ao fumo passivo

No mês em que é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco, instituição que é referência em assistência médico-hospitalar de qualidade no Rio de Janeiro dá alerta quanto aos riscos causados pelo tabagismo involuntário.

 

JornalNovidades_Mai2015_PasteurDia 31 de maio é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco. A data tem o objetivo de alertar a população sobre os problemas relacionados ao hábito de fumar, inclusive para quem convive com tabagistas. Em todo o mundo, há, aproximadamente, dois bilhões de fumantes passivos, como indica a Organização Mundial da Saúde (OMS).  No Brasil, estima-se que o tabagismo cause cerca de 200 mil mortes por ano, sendo grande parte em decorrência de cânceres de pulmão e laringe, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Ricardo Fraga, pneumologista do Hospital Pasteur, faz um alerta sobre a inalação da fumaça do cigarro, que, mesmo involuntária, pode causar impacto na saúde em diferentes fases da vida. “Os fumantes passivos estão expostos a uma série de riscos. Quem pensa que o assunto só diz respeito aos tabagistas se engana muito e deve se informar sobre os malefícios da absorção das substâncias presentes na fumaça”, diz o médico.

A questão da inalação da fumaça por não fumantes ganhou destaque entre a comunidade médica especializada em estudos relacionados ao cigarro. “Adultos que são regularmente expostos à fumaça possuem 30% a mais de chance de desenvolver um câncer de pulmão e até 24% a mais de ter um infarto, como apontam as informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca)”, explica Fraga.

O especialista alerta, ainda, para o aumento do índice de doenças respiratórias em crianças que possuem pais fumantes. “Como o organismo delas ainda encontra-se em desenvolvimento, as chances de contraírem problemas respiratórios, como bronquite, pneumonia e rinite, aumentam bastante quando há um contato contínuo com as substâncias tóxicas do tabaco. Além disso, a exposição precoce pode levar ao desenvolvimento de doenças relacionadas ao tabagismo na fase adulta”.

Quantos às gestantes, o médico é taxativo ao informar que o fumo passivo representa um grande risco à saúde do bebê. “A inalação de substâncias tóxicas e cancerígenas durante a gravidez, como a nicotina e o monóxido de carbono, pode acarretar problemas no desenvolvimento do feto, como alteração nos batimentos cardíacos e dificuldade na liberação de oxigênio e nutrientes”, explica. O pneumologista informa, ainda, que as gestantes expostas ao fumo passivo também estão sujeitas a uma série de riscos, como hemorragias uterinas e aborto espontâneo. Já o recém-nascido pode apresentar redução de sua função pulmonar, sendo mais suscetível a crises de falta de ar e a infecções respiratórias.

Fraga diz que não há meios de minimizar os efeitos da exposição às substâncias tóxicas do tabaco. O que pode ser feito é evitar o contato mais próximo. “Estimular um amigo ou familiar a parar de fumar é uma forma de ajudar essa pessoa a melhorar a qualidade de vida. Além disso, por meio do diálogo pode ser solicitado que se evite o fumo em locais fechados e próximo de crianças”, orienta.

O pneumologista acrescenta que não existe indivíduo a salvo de danos neste cenário. O principal deles está relacionado ao aumento exponencial do risco cardiovascular, mesmo que não haja danos pulmonares, além do risco de câncer – que não se restringe ao de pulmão. O cigarro também é responsável pelo surgimento de tumores malignos na boca, na língua, na laringe, no estômago, nos rins, na bexiga, no esôfago,  no pâncreas e até no colo do útero.

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