Junho | 2018 | Ano IX – Edição 108 – Entendendo a Osteoporose

Entendendo a Osteoporose

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A osteoporose é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e o aumento do risco de fraturas. É mais comum em mulheres acima dos 45 anos e à medida que progredimos no avançar da idade, a doença aumenta sua incidência e potencial risco de quedas com consequente fraturas, especialmente do quadril e colo do fêmur.

A estrutura do nosso esqueleto vive em constante renovação. Dois tipos de células – os osteoclastos e os osteoblastos – estão envolvidos neste ciclo de renovação. Os osteoclastos promovem a absorção de minerais, eliminando áreas de tecido ósseo e criando umas “cavidades”. Os osteoblastos, por sua vez, são encarregados de preencher essas cavidades, produzindo ossos novos. Para isso, usam o cálcio, absorvido na dieta e/ou suplementação, com a “ajuda” da vitamina D.

No entanto o desajuste desse processo acima descrito surge na sua primeira etapa da degeneração óssea, chamada osteopenia, que tem seu início marcado pelo desequilíbrio entre as células de absorção e de regeneração. Ou seja, os osteoclastos passam a agir mais rapidamente, degradando os ossos com maior velocidade do que os osteoblastos são capazes de repor.

Nas mulheres, esse desequilíbrio desponta a partir das mudanças hormonais que acompanham a menopausa e interferem de forma decisiva na perda e ganho de massa óssea. Isso porque há uma queda acentuada do estrogênio, hormônio importante na fixação do cálcio no osso. Nos homens, o esqueleto se mantém quase intacto até os 40 anos, porque a testosterona impede o desgaste ósseo, logo as fraturas osteoporóticas costumam ocorrer após os 70 anos.

Vale lembrar que a osteoporose é silenciosa e não apresenta sintomas. Em geral, o problema só é detectado em estado avançado, com a deformação de ossos que provocam dor crônica ou quando ocorre uma fratura. O importante é focar na prevenção, e desta forma a ingestão de cálcio é imprescindível para a renovação óssea, tendo este nutriente de forma mais abundante em leite e derivados. A vitamina D é importante nesse processo. Sem ela, a absorção do mineral fica prejudicada. Como poucos alimentos são ricos no nutriente, o banho de sol é a solução, e com 15 minutos diários, sem protetor, a vitamina D chega ao intestino e ajuda a incorporar o cálcio.

Uma série de exercícios físicos de impacto, que estimulam a formação de massa óssea, também são imprescindíveis, além de estimular o ganho de massa e força muscular, um fator importante na prevenção das quedas.

A investigação da osteoporose pelo médico além de levar em conta os dados clínicos como: idade, peso, altura, histórico de fraturas na família, uso de corticoesteróides e hábitos como o tabagismo, mas a confirmação da doença costuma vir no resultado da densitometria óssea, teste em geral solicitado a partir dos 45 anos para as mulheres e dos 65 anos para os homens.

Do ponto de vista do tratamento clínico, a primeira tentativa é conter a perda de massa óssea, com o ajuste da dieta para que haja ingestão adequada de cálcio e vitamina D. Se os alimentos não forem suficientes, indicam-se os suplementos tanto do mineral quanto da vitamina.

Mas, uma vez que a osteporose está instalada, o aporte dessas substâncias via de regra é insuficiente, mesmo quando aliada aos exercícios físicos. Não que esses hábitos devam ser deixados de lado, mas eles provavelmente ganharão o reforço de medicamentos.

Os remédios podem melhorar a resistência do osso ao impedir a degeneração e incentivar a reconstrução. Uma das classes mais utilizadas nesse sentido é a dos bifosfonatos, com eficácia constatada no aumento da massa óssea da coluna e do quadril. A escolha entre um e outro fármaco depende de cada caso.

Dr. Thiago de S. G. Bicalho
Médico  Geriatra e Diretor médico da CuidarVC
CRM: 52 87865-0

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

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