Julho | 2015 Ano VI – Edição 73 – Fome ou vontade de comer?

Fome ou vontade de comer?

O aumento na população da ansiedade, estresse e depressão, pode estar diretamente relacionado com o ato de comer por comer, numa atitude de compensação das frustrações e problemas. Em consequência, a ingestão de alimentos torna-se bem maior do que o organismo precisa para viver. O desequilíbrio emocional pode levar a uma queda no nível de um hormônio responsável pela sensação de bem-estar (serotonina), que é produzido pelo corpo quando açúcares são ingeridos. A pessoa então come simplesmente para tentar preencher um vazio emocional e então se sentir melhor.

Myb1EEbA fome resulta de uma necessidade fisiológica em obter nutrientes, ou seja, quando a taxa de açúcar no sangue fica baixa, entre as refeições, o cérebro entende que o combustível para manutenção das funções vitais está acabando e então envia sinais ao corpo, como o “ronco do estômago”, dor de cabeça etc.
As emoções e a comida caminham de “mãos dadas”. A relação afetiva com o alimento se inicia já no nascimento, quando precisamos mamar para sobreviver física e emocionalmente. O ato de mamar passa, então, a ser associado à sensação de afeto e proteção, assim como também às lembranças que alguns alimentos despertam. Estímulos externos, como por exemplo, o cheiro de algum alimento, também podem despertar a vontade de comer sem que estejamos com fome. Emoções mal articuladas podem fazer com que as pessoas comam além do necessário, levando à obesidade e propiciando o surgimento de um círculo vicioso, onde se fazem presentes culpas, frustrações, complexos, carência, solidão e isolamento intencional. Podem surgir também, doenças cardiovasculares, diabetes, elevação da pressão arterial e do colesterol.

Para quebrar o círculo vicioso da comida é muito importante que além dos aspectos clínicos, físicos e nutricionais, sejam valorizadas e tratadas as questões de ordem afetivo emocional. Fazer uma revisão diária do que se comeu e de quando se comeu, permite reavaliar com mais clareza se uma vontade repentina pode ser o anúncio de fome ou não.

Dicas para manter o foco na dieta:

– Antes de começar a dieta, defina uma meta em relação ao processo de emagrecimento e resultados esperados.
– Comunique as pessoas de seu convívio sobre sua decisão de emagrecer para que elas possam lhe dar apoio e suporte.
– Antes de iniciar uma refeição, se desligue dos problemas e mentalize sua meta.
– Preste atenção na montagem do prato, na mastigação, nas cores, sabores e cheiro da comida.
– Durante a mastigação, observe os seus pensamentos mais comuns, verificando assim se está substituindo suas carências afetivas pela comida.
– A higiene mental diária pode ser a chave para manter o controle das emoções.
– Parabenize-se pelas vitórias do dia e por mais um degrau avançado rumo a meta.
– Emoções equilibradas facilitam o processo de reeducação alimentar e consequentemente contribuem com as dietas, trazendo resultados mais eficientes e eficazes no processo de emagrecimento. Procure ajuda profissional!

 

 

Psicóloga

Marta Elini S. Borges

CPR – 05/5894

CCNS – Clínica de Psicologia

Transtorno de Ansiedade e Depressão

Tel.: 3594-2397 /  4104-7865

Resp. Téc. Psic. Marta Elini S. Borges (CRP05/5894)

Especialista em Psicologia Clínica e Hospitalar 33 anos de atuação em Psicologia

Av. Dom Hélder Câmara, 5027 – Promoinfo Norte – Piso do Estacionamento – Cachambi

 

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