Julho|2016| ano VII edição 85 – Como se relacionar com Autistas

Como se relacionar com Autistas

Antes de iniciar o artigo, eu queria agradecer aos meus leitores e alunos autistas e familiares. Com a experiência adquirida por mim a partir do instigante, além de excepcional contato diário nas aulas, pude me aperfeiçoar, buscando na essência do ser humano um concreto signifi cado – que de acordo com a explicação da edição passada, interajo com meus alunos emaranhado de gestos e falas mais objetivas, não abstratas. Por isso, o tema deste mês é a linguagem no autismo, e consequentemente faço uma breve refl exão: pode haver uma real interação entre o autista e outra pessoa?

dad w son_350Bem, para começar, pode-se dizer que os processos da linguagem encontram barreiras, pois o indivíduo sente difi culdade em fazer associações entre as emoções e o pensamento, já que para se manter uma conversa é fundamental entrar em contato com sentimentos próprios e alheios, e nesse quesito os autistas fi cam um tanto desconfortáveis – sentem-se inseguros e às vezes, não aprenderam ainda a se expressar corretamente.

Em segundo, afirmo que sim, é possível uma real interação, quando é estabelecido um diálogo por falas concretas, mais objetivas, com verbos e substantivos que expressem ação. Um meio efi ciente é usar nosso corpo para a conquista de um elo consistente, usando as mãos, os pés e a cabeça, pois é, qualquer parte do corpo, porque dessa forma a interação realmente acontece. Assim, o cérebro do autista reconhece a linguagem, corporalmente falando, ocorrendo também uma ligação com seu psiquismo (processos mentais), como no caso que vou descrever a seguir.

Sendo educador físico, preciso utilizar de todo o meu corpo para construir uma concreta ligação com meus alunos, como numa aula em que um rapaz se batia, gritando copiosamente, e com isso, fui ao seu encontro falando baixinho, fazendo uma fricção com minhas mãos em seu corpo, principalmente na nuca. Logo após fi z uma massagem forte nos músculos das mãos e braços, daí pude ajudá- lo a acessar seu inconsciente, por meio do corpo a corpo, possibilitando-lhe entrar em contato com seu psiquismo, e enviar uma mensagem ao cérebro que tudo estava bem novamente. Em alguns minutos o rapaz se acalmou, ou seja, nesse momento tivemos uma relação!

No próximo artigo, vou abordar outros conceitos sobre as formas de linguagem no autismo na série: a importância dos exercícios físicos nas necessidades especiais. Acompanhe os artigos anteriores na sessão da Viva Bem no site: www.jornalnovidades.com.br. VIVA BEM, SOB UMA REAL INTERAÇÃO

THIAGO SOARES PERSONAL
CREF: 025751

Especialista em psicossomática contemporânea
Persona Trainer de idosos e necessidades especiais
ATENDIMENTO EM DOMICÍLIO
Personal Coach (consultor de saúde e atividade física)
Criador do método GinásticaKIDS
99522.8671 (Vivo)
Facebook.com/Ginasticakids.original
E-mail: thiagosoares.vivabem@gmail.com

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