Janeiro | 2019 | Ano X – Edição 115 – “Malala, a menina que queria ir para a escola”

Uma história real e comovente para inspirar pais e filhos a acreditarem no poder transformador da educação.

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O Centro Cultural João Nogueira – Imperator recebe o elogiado espetáculo musical infanto-juvenil “Malala, a menina que queria ir para a escola, de 9 a 24 de fevereiro, sábados e domingos, às 15h. A obra é a primeira adaptação teatral do livro-reportagem da premiada escritora e jornalista Adriana Carranca com canções originais de Adriana Calcanhotto na trilha sonora. O espetáculo narra a viagem da jornalista ao Paquistão, dias depois do atentado à vida de Malala por membros do Talibã, por defender o direito de meninas à educação.

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A peça conta a saga de uma jornalista, curiosa, desbravadora e inquieta, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu de verdade com uma menina chamada Malala Yousafzai e porque ela estava sendo perseguida. Era uma missão perigosa, pois a terra natal de Malala, um vale de extraordinária beleza no interior do Paquistão, havia se tornado um território proíbido aos jornalistas. Vestida como as mulheres do Vale do Swat, a jornalista circula pelas ruas da cidade, se hospeda na casa de moradores locais, conhece as amigas de Malala, sua escola e até mesmo a casa onde morava. “Ficou claro para mim que esta era uma história inspiradora para os pequenos, por Malala ser apenas uma menina, uma jovem de uma zona tribal que acreditou nos seus sonhos. Por ser uma história de amor à escola, aos professores e aos livros”, comenta Adriana. “Eu queria muito que as crianças brasileiras também acreditassem que é possível mudar o mundo.”

Dessa experiência, Adriana Carranca publicou, em 2015, o livro-reportagem infanto-juvenil “Malala, a menina que queria ir para a escola”, que foi vencedor do Prêmio FNLIJ, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil nas categorias Escritora Revelação e Livro Informativo. A obra também foi recomendada pela FNLIJ para adoção nas escolas. Lançado em Portugal e em todos os países da América Latina, em breve o livro ganhará uma tradução para o alemão, turco e urdu.

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“O livro da Adriana Carranca conta com muita propriedade a história de Malala e os aspectos sociais e políticos do Paquistão que culminaram no atentado que quase pôs fim à vida da jovem. Na dramaturgia que desenvolvi, eu busquei dialogar bastante com a narrativa da autora, mas além disso explorar a teatralidade, criando um campo de possibilidades para todos os artistas envolvidos no projeto. Além disso, houve também o interesse de evidenciar no texto a universalidade da história de Malala, já que no mundo todo, inclusive no Brasil, crianças têm seus direitos básicos muitas vezes negligenciados. Isso gera identificação com a plateia e reafirma a importância da educação como principal forma de se transformar o ser humano e a sociedade”, comenta o dramaturgo Rafael Souza-Ribeiro.

“Transformação. Esta foi a palavra que tomei como norte para a encenação. O espetáculo narrado por oito atores e um músico, é localizado num quintal brasileiro. O quintal mágico onde tudo se transforma: peteca vira caneta, balão vira abóbora, tijolo vira cadeira. Uma casa vira escola. Com coreografias, projeção e percussão ao vivo, os atores se dividem em diversos personagens. Revisitamos nossas brincadeiras de quintal para encontrar a Malala que existe dentro de cada um de nós. Criança ou adulto. Um papel e uma caneta podem mudar o mundo e eles estão em nossas mãos”, afirma o diretor Renato Carrera.

“Li Malala, a menina que queria ir para a escola em 2015, na noite de lançamento do livro. Logo nas primeiras linhas, a cortina se abriu e a cada página que virava um refletor se acendia. Encenar essa história no palco, nesse momento em que travamos uma luta incansável contra tantas formas de opressão se faz necessário”, comenta Tatiana Quadros, atriz e idealizadora do espetáculo.

“Fiquei muito feliz por ter sido lembrada para escrever canções para a peça porque acompanho a trajetória de Malala desde sempre, com muita admiração por sua coragem e inteligência. Vejo a influência que ela exerce em Oxford e no mundo todo e acho linda a relação com seu pai, que fortalece aos dois e à luta de ambos por um mundo melhor. Gostei de compor pensando em Malala porque, no fundo, quando crescer quero ser igual a ela”, se diverte Adriana Calcanhotto.

O espetáculo estreou em outubro de 2018, no Teatro Sesc Ginástico, cumpriu duas temporadas seguidas no Teatro Oi Casa Grande, de novembro de 2018 a fevereiro de 2019.

Assista ao trailer oficial de “Malala, a menina que queria ir para a escola”

– https://vimeo.com/299196154/366615205e

Malala Yousafzai nasceu em Mingora, a maior cidade do Vale do Swat, na província de Khyber-Pakhtunkhwa do Paquistão, uma região de extraordinária beleza, cobiçada no passado por conquistadores e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns – os povos das montanhas. Uma região habitada por reis e rainhas, príncipes e princesas, como nos contos de fadas. Malala cresceu entre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. Quando tinha dez anos viu sua cidade ser controlada por um grupo chamado Talibã. Eles vigiavam o vale noite e dia, e impuseram muitas regras. Proibiram a música e a dança, baniram as mulheres das ruas e determinaram que somente os meninos poderiam estudar. Mas Malala foi ensinada desde pequena a defender aquilo em que acreditava e lutou pelo direito de continuar estudando. Usando um pseudônimo, tornou-se correspondente da BBC, através de um blog onde relatava ao mundo o impacto diário do Talibã no Vale do Swat, denunciando o regime de opressão medieval, em choque com os mais elementares princípios dos direitos humanos. Ela fez das palavras sua arma. A ousadia de Malala, que acabou por selar seu destino, foi declarar publicamente, um ano antes do atentado, que queria ser política para ajudar seu povo. Em 9 de outubro de 2012, aos 15 anos, quando voltava de ônibus da escola, sofreu um atentado a tiro, em retaliação a sua luta pelo direito feminino à educação. Em seu discurso na ONU – primeira aparição publica após o atentado – Malala prometeu que não seria silenciada e afirmou: “A caneta é mais poderosa que a espada”. Avançou firme em direção ao seu propósito e travou uma luta global contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo, convocando todos os governos a assegurar a educação obrigatória livre e a elaborar um acordo de paz com intuito de proteger os direitos de meninas à educação. Em 2014 tornou-se a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

“Malala, a menina que queria ir para a escola”
de Adriana Carranca
Adaptação: Rafael Souza-Ribeiro
Direção: Renato Carrera
Canções Originais: Adriana Calcanhotto
Elenco: Adassa Martins, Dulce Penna, Fernanda Sal, Hugo Germano, Ivson Rainero, Felipe Kouri, Marcelo Valentim, Patrícia Garcia e Tatiana Quadros & o músico Adriano Sampaio com percussão original.
Assistente de Direção: Joana Cabral
Cenário: Daniel de Jesus
Figurino: Flavio Souza
Iluminação: Alessandro Boschini
Direção Musical: Lúcio Zandonadi
Direção de Movimento e Coreografia: Sueli Guerra
Preparação Corporal: Edgy Pegoretti
Projeções e Videoinstalação: VJ Vigas
Preparação Vocal: Danielly Souza
Desenho de Som: Arthur Fereira
Ilustração: Bruna Assis Brasil
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: Daniel de Jesus
Fotos de Divulgação: Ricardo Borges
Mídias Sociais: Ana Righi
Produção Executiva: Beta Schneider
Gestão Financeira e Gerência de Projeto: Natalia Simonete
Direção de Produção: Alessandra Reis
Idealização: Tatiana Quadros
Fanpage do espetáculo: https://www.facebook.com/malalanobeldapaz/

“Malala, a menina que queria ir para a escola”
Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Teatro)
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170, Méier, Rio de Janeiro.
Temporada de 9 a 24 de fevereiro, sábados e domingos, às 15h.
Valor do Ingresso: Plateia inferior e balcão: R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia)
Local de venda: Bilheteria do Centro Cultural, Terça e Quarta: 13h às 20h30; Quinta a sábado: 13h às 21h30; Domingo: 13h às 19h30. Ou através do site ingressorapido.com.br.
Informações: (21) 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h).
Classificação: Livre

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