Janeiro | 2018 | Ano IX – Edição 103 – Demência Vascular nos Idosos

Demência Vascular nos Idosos

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Demência pode ser definida como uma síndrome caracterizada por declínio das funções cognitivas. Dentre todas destacamos, a memória, como uma das principais em declínio, associada ao déficit de pelo menos uma dentre outras funções cognitivas como: linguagem, gnosias – reconhecimento dos objetos por intermédio de um dos sentidos: gnosia visual, auditiva etc – praxias ou funções executivas, com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo, um prejuízo da “funcionabilidade.”

Demência Vascular é o tipo de demência associada à problemas da circulação do sangue para o cérebro. É a segunda causa mais frequente de demência no Brasil (15%). A primeira causa de demência é a Doença de Alzheimer. Caracteriza-se por múltiplos infartos (“derrames”), que vão ocorrendo no cérebro ao longo da vida do indivíduo. Eles causam pequenas isquemias (falta de oxigenação do tecido cerebral). Elas vão se somando e, quando estão associadas à uma história de declínio cognitivo, caracterizam a demência.

Às vezes, os infartos são extensos deixando a pessoa com um dos lados do corpo paralisado (hemiplegia), a “boca torta” (desvio da comissura labial). Às vezes, são pequenos episódios, como por exemplo, idoso não se levanta de manhã no horário habitual, passa o dia sonolento, mas vai melhorando e ninguém fica sabendo que a causa daquela “indisposição” foi uma pequena isquemia, um pequeno “derrame” cerebral. É possível evitar a repetição desses episódios, que podem ser a causa de Demência Vascular. Para isso, é importante o controle dos níveis de colesterol e glicemia e da obesidade, exercendo importante fator na diminuição dos riscos e eventos vasculares. Destacamos a prática de atividade física regular e a cessação do tabagismo como fatores de auxílio.

Invariavelmente o sistema nervoso central (SNC) tem capacidade de se reorganizar depois de uma lesão/injúria vascular, diminuindo o impacto no comprometimento da “funcionabilidade” do paciente, mas não é uma razão matemática, muitas vezes as sequelas são em grandes proporções.

A multidisciplinaridade de profissionais da área da saúde como: Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional auxiliam muito no combate de alguns sinais e sintomas presentes nas lesões isquêmicas com destaque para: Disfagia (dificuldade de deglutir) e Disartria (distúrbio da articulação da fala), Distúrbios de marcha com eventos de desequilíbrios e quedas e labilidade emocional.

A Demência Vascular pode ser dividida didaticamente em:

– Demência vascular de início agudo: desenvolve-se usual e rapidamente, seguida de uma sucessão de acidentes vasculares cerebrais por trombose, embolia ou hemorragia. Em casos raros, a causa pode ser um infarto único e extenso. – Demência por infartos múltiplos: demência vascular de início gradual, que se segue a numerosos episódios isquêmicos transitórios que produzem um acúmulo de infartos no parênquima cerebral.

– Demência vascular subcortical: ocorre no contexto de antecedentes de hipertensão arterial e focos de destruição isquêmica na substância branca profunda dos hemisférios cerebrais.

De uma forma geral é imperiosa o acompanhamento geriátrico para este perfil de paciente, amenizando o prejuízo cognitivo e criando estratégias de reabilitação para o paciente idoso e seus familiares.

Dr. Thiago de S. G. Bicalho
Médico  Geriatra e Diretor médico da CuidarVC
CRM: 52 87865-0

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

CuidarVC
Tel.: 3627.4450
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