Janeiro | 2015 Ano VI – Edição 67 – Palavras do Coração

JornalNovidades_Jan2015_PalavrasdoCoraçãoQuantas Sou?

Sou a solidão da Lua, um coração que desconhece a razão,

Sou uma incógnita, um ponto de interrogação.

Sou a ilusão, a imensidão.

Sou emoção, sou a batida do coração.

 

Sou o segredo da noite sombria.

Sou prosa, sou verso, sou poesia.

Sou a corda bamba das palavras traduzidas em melodia.

Sou sorriso, alegria e o brilho do dia.

 

Sou um tesouro escondido nas profundezas.

Sou uma figura sem rosto por trás das letras.

Sou o tempo perdido e as horas findas.

Sou um amontoado de letras, pontos e vírgulas.

 

Sou a Lua que muda de fases.

Sou a inconstância das marés.

Sou um rascunho, inacabado, rabiscado e muitas vezes apagado.

Sou a dualidade das palavras.

 

Sou a idealização do amor.

Sou lágrima e dor.

Sou o frescor da manhã.

Sou a fortaleza da árvore e a delicadeza da flor.

 

Sou a curva sinuosa da estrada.

Sou o grito de independência das amarras da vida.

Sou o esconderijo da segurança perdida.

Sou a solidão da madrugada.

 

Sou a escuridão da noite sem Lua.

Sou o peso da palavra não dita.

Sou o desejo reprimido.

Sou um dia nublado, o temporal e a tempestade.

 

Sou a folha perdida nas ondas do ar.

Sou a transparência das águas do mar.

Sou a partitura de uma doce canção.

Sou uma voz carregada de emoção.

 

Sou o milagre da vida e o mistério da morte.

Sou a inspiração que resiste à realidade.

Sou o Sol da meia-noite.

Sou um coração que chora enquanto o rosto, teimoso, sorri.

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