Junho|2016| ano VII edição 84 – Especialista do Hospital Pasteur esclarece dúvidas sobre o parto normal

Especialista do Hospital Pasteur esclarece dúvidas sobre o parto normal

A maternidade é um dos momentos mais importantes na vida das mulheres, e a preocupação com relação ao tipo de parto sempre gera ansiedade. Para auxiliar as gestantes, o médico Mario de Barros, coordenador do Serviço de Obstetrícia do Hospital Pasteur – unidade que participa do Projeto Parto Adequado da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que registrou um aumento de 46% nos nascimentos por vias naturais no início do ano –, responde a algumas perguntas a respeito do parto normal e da cesariana. Jornal Novidades: Muitas mulheres temem o parto normal devido aos relatos de fortes dores. Já existem alternativas para amenizar esse desconforto? Mario de Barros: A dor é o principal temor entre as gestantes. O desconforto poderá ser de menor ou de maior intensidade. O que costumo recomendar é um acompanhamento médico durante toda a gestação com bastante diálogo, com o intuito de sanar todas as dúvidas até o momento da chegada do bebê. Sobre os recursos para o controle da dor, indico o apoio emocional com orientações a respeito de cada etapa do procedimento; métodos como o banho morno (no chuveiro ou na banheira), exercícios relaxantes com a bola de Pilates e o livre caminhar. Com o avanço da medicina, as futuras mães também podem contar com métodos farmacológicos para sedação durante o período de dilatação, bem como os anestésicos locais, porém sempre aplicados por um anestesista e um obstetra, após avaliação clínica da gestante.

Ubirajara Chaves

JN: Quando se fala em anestesia durante o parto normal, pode-se afirmar que a mulher não sente mais dor?
MB: O que ocorre é uma diminuição do desconforto.
Atualmente, o parto vaginal com menos dor passou a ser difundido em todo o mundo. Trata-se de um trabalho realizado em equipe pelo obstetra e pelo anestesiologista, que deve ser encarregado das anestesias de bloqueios regionais (peridural ou duplo bloqueio). É importante observar que esses métodos de anestésicos só devem ser ministrados quando o bebê já está “encaixado” e no momento em que o colo do útero encontra-se com cerca de 4 cm de dilatação. Isso não significa que as dores deixarão de existir, mas que esses fármacos servirão de apoio para amenizar os sintomas mais severos do momento do parto.
JN: Caso ocorra algum problema na hora do parto normal, ainda que a mulher esteja decidida por essa modalidade, a cesariana é logo realizada?
MB: A qualquer momento, a cesariana poderá ser Informação qualificada sobre o tema é fundamental para as gestantes indicada e executada. Se for identificado algum problema que represente risco para o bebê ou para a gestante, as equipes médicas poderão lançar mão do parto cirúrgico, também altamente seguro e eficaz. O que ocorre é que esse tipo de procedimento exige todos os cuidados que uma cirurgia possui. Além disso, o período após o nascimento também requer maior repouso da mãe. O mais importante é que ocorra bastante diálogo entre a gestante e o médico. Uma alimentação equilibrada, a prática supervisionada de atividades físicas e um acompanhamento pré-natal bem estruturado vão exercer influência positiva para que ocorra o parto natural.

 JN: Quais são os impedimentos para que uma mulher tenha seu bebê por vias naturais? Existe alguma questão que envolve o físico, por exemplo? Mulheres obesas ou muito magras podem ter o bebê dessa forma?

 MB: Não há contraindicações ao parto normal em virtude da condição corpórea relacionada ao peso. Os impeditivos estão ligados a anomalias do trajeto do canal do parto, infecções do colo do útero, sequelas de traumatismos, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), primeira gravidez após os 36 anos de idade, descolamento da placenta, problemas de posição fetal (atravessado ou sentado), bebê muito grande ou sofrimento da criança por qualquer motivo.
JN: O diabetes e a hipertensão arterial são impeditivos para o parto normal?
MB: Essas doenças são fortemente ligadas a fatores hereditários e hábitos de vida. Se a mulher segue uma
alimentação balanceada, controla o ganho de peso durante a gestação e se exercita regularmente, dificilmente esses
problemas ocorrerão no período da gravidez. Por outro lado, se forem identificados, podem influenciar diretamente a modalidade do parto que será realizado.
JN: No Hospital Pasteur, após o início do projeto Parto Adequado, as equipes de saúde já perceberam uma mudança de cultura nesse sentido?
MB: O que posso afirmar é que o incentivo da direção da unidade em aumentar os índices de partos naturais resultou em um trabalho de êxito no Pasteur. Esse esforço é fruto da união de uma equipe multidisciplinar que envolve neonatologistas, anestesiologistas, clínicos gerais, obstetras e enfermeiros.
Seguiremos trabalhando para que as futuras mães, que optarem por ter seus fi lhos na unidade, recebam todas as informações necessárias sobre o parto normal e sintam-se seguras em um momento tão importante da vida.

Hospital Pasteur
Av. Amaro Cavalcanti, 495 – Méier
Tel.: (21) 2104-4400
www.hospitalpasteur.com.br 

Foto: Ubirajara Chaves
Fonte: Assessoria de Imprensa Hospital Pasteur

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