Abril |2016| ano VII edição 82 – Especialista do Hospital Pasteur orienta como parar de fumar

Especialista do Hospital Pasteur orienta como parar de fumar

Fumantes devem se conscientizar de que o tabagismo é uma doença e que a nicotina é uma substância altamente nociva

Na busca por mais qualidade de vida, um item costuma sempre figurar na relação de cuidados com a saúde: o desejo de parar de fumar. Conforme informações do Ministério da Saúde, estima-se que, atualmente, cerca de 11% da população adulta do país seja tabagista – número inferior ao registrado em 2006, quando essa parcela representava aproximadamente 16%. Por outro lado, apesar das estatísticas otimistas, as pessoas encaram a cessação do tabagismo como um difícil desafio.

hospital2Ricardo Fraga, médico clínico e pneumologista do Hospital Pasteur, observa que, em um só cigarro, existem mais de 4,7 mil substâncias, sendo 60 delas potencialmente cancerígenas. “Quando não causam o câncer em si, podem favorecer o aparecimento de outros problemas, entre eles trombose, infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral (AVC), gastrite, menopausa precoce, impotência sexual, catarata, enfisema pulmonar e bronquite crônica”, informa.

De acordo com o médico, alguns benefícios imediatos, logo após a cessação, poderão ser percebidos. “A respiração, o paladar, o olfato e a pele melhoram consideravelmente. Alguns anos após a interrupção, é observada uma diminuição dos riscos associados ao desenvolvimento de doenças: depois de um ano, o risco para infarto é reduzido em 50%; em cinco anos, o mesmo acontece para o desenvolvimento de câncer de boca; após 15 anos, as possibilidades para cânceres de esôfago e de pâncreas se tornam iguais às de quem nunca fumou, assim como acontece com as probabilidades de câncer de pulmão após 20 anos sem fumar”, explica.

Conforme o especialista orienta, o primeiro passo para parar de fumar é tomar consciência de que o tabaco é uma substância altamente nociva. O segundo passo é aceitar o tabagismo como uma doença que tem tratamento. A nicotina, presente em derivados do tabaco, causa dependência física, e os cuidados assistenciais consistem em conhecer o grau dessa dependência e o papel do cigarro no cotidiano do fumante. A partir daí, começará o trabalho de orientação para a mudança de comportamento e de pensamento em relação ao cigarro. Algumas vezes, poderá ser indicado o uso de medicamentos. Ainda assim, conforme aponta o pneumologista, não há uma única receita para largar o cigarro. “Algumas pessoas podem parar de forma repentina, enquanto outras optam por uma redução gradativa do número de cigarros diários, até alcançar a total interrupção”, diz.

Outro passo importante, observado pelo médico, é pedir ajuda aos familiares e amigos, pois eles precisam compreender que o paciente não fuma porque quer, mas porque necessita. Assim, o apoio das pessoas mais próximas será fundamental, de modo a evitar situações de estresse e ansiedade que deixem o fumante em tratamento com ainda mais vontade de fumar. “O mais importante é entender que o cigarro não vai resolver os problemas; muito pelo contrário, só pode criar mais um. No tratamento, procuramos mostrar que é possível viver sem ele”, finaliza Ricardo Fraga.

Hospital Pasteur
Av. Amaro Cavalcanti, 495 – Méier
Tel.: (21) 2104-4400
www.hospitalpasteur.com.br 

Foto: Ubirajara Chaves
Fonte: Assessoria de Imprensa Hospital Pasteur

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