Fevereiro | 2017 | Ano VIII – Edição 92 – Infectologista do Hospital Pasteur fala sobre transmissão, sintomas e prevenção da febre amarela

Infectologista do Hospital Pasteur fala sobre transmissão, sintomas e prevenção da febre amarela

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Patricia Pinheiro

Com 161 casos até o fim da primeira semana de fevereiro, o surto de febre amarela deste ano no Brasil já é o maior desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar dados da série histórica. Outros 702 casos permanecem em investigação e 60 óbitos foram confirmados. Minas Gerais concentra o maior número de doentes (143), seguido por Espírito Santo (14) e São Paulo (4).

Patrícia Pinheiro, infectologista do Hospital Pasteur, explica que a doença é causada por um vírus transmitido por mosquito e que não passa de uma pessoa para outra. “A infecção acontece quando uma pessoa que não está adequadamente vacinada circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados, como os macacos – que também podem infectar mosquitos”, esclarece a médica.

Desde o início do ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela também a estados como o Rio de Janeiro – localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. A médica explica que essa é a principal forma de prevenção à doença, aliada ao combate ao mosquito: “A vacina é indicada para todos que circulam em áreas consideradas de risco, principalmente regiões silvestres, rurais ou de mata. Ela é contraindicada para menores de seis meses, gestantes e pessoas com imunodeficiências e com alergia a ovo, eritromicina ou gelatina, além daquelas que apresentarem reação alérgica à dose prévia da vacina. E não é recomendada para maiores de 60 anos”.

Uma curiosidade é que, geralmente, quem contrai o vírus não apresenta sintomas ou eles se manifestam de forma leve, através de febre, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, principalmente nos primeiros dias de infecção. “A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar, quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Mas, a maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela após a infecção”, explica a especialista.

O diagnóstico pode ser feito pela análise do quadro clínico e da história de exposição do paciente ou por meio de exames de sangue e hepático. Após a infecção instalada, em geral, a doença dura, no máximo, 12 dias – aponta a infectologista do Hospital Pasteur.

Hospital Pasteur
Av. Amaro Cavalcanti, 495 – Méier
Tel.: (21) 2104-4400
www.hospitalpasteur.com.br 

Foto: Ubirajara Chaves
Fonte: Assessoria de Imprensa Hospital Pasteur

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