GENTE DO BAIRRO

Homenagem à jornalista Solange Diniz

O Jornal Novidades está sob nova direção. Sinto-me honrado em dar seguimento ao trabalho e legado, que a jornalista Solange Diniz construiu ao longo de 12 anos à frente do Novidades. Uma mulher forte e decidida, que tinha uma carreira já estabelecida e largou tudo para seguir a sua vocação: as Letras, o Jornalismo. Fez do Jornal Novidades uma referência e o único jornal do Méier.
A equipe do Novidades resolveu homenagear a jornalista Solange Diniz, que sempre esteve pronta para passar seus conhecimentos a todos nós.

Solange Diniz

Jornal Novidades: Como foi o início profissional?
Solange Diniz: A minha primeira formação foi em Eletrônica pela Escola Técnica Rezende Rammel. Trabalhei no NCE/UFRJ e na Digital Equipment do Brasil. Foram mais de 10 anos trabalhando na área técnica, mas foi nas Letras que descobri a minha verdadeira vocação. Fiz Jornalismo na FACHA – Faculdades Integradas Hélio Alonso e o início da profissão foi no rádio.

JN: No rádio? Muitos leitores não devem saber. Conte-nos um pouco.
Solange: Dividi a bancada com Alessandro Lyra Braga (já falecido), na Rádio Bandeirantes, no Programa Debates Culturais. Participei dos programas na Rádio Boas Novas, Nacional, Livre, Popular, Metropolitana. A maioria dos programas com o radialista Carlos Ramiro, que lia as minhas poesias.

JN: E como foi a passagem para a mídia impressa? Solange: Paralelo ao rádio eu já escrevia para o jornal Trânsito Livre e fui editora do jornal A Folha do Grande Méier. Em 2009 resolvi encarar o desafio de ter um jornal próprio, do nosso bairro, que valorizasse as pessoas que fizeram e fazem a história do nosso Méier, o Novidades. Não foi fácil, tive que aprender a ser empresária, reinventar o jornal a cada crise que o país passou. Também fui colunista do jornal Sem Fronteiras.

JN: Os seus poemas nos emocionam. Já foram adaptados para o teatro?
Solange: Algumas poesias sobre o amor foram adaptadas para o espetáculo Desalinhos do Amor, que ficou em cartaz no Rio e depois viajou pelo país. O diretor e ator, André Poubel, adaptou alguns textos para a minha segunda peça de teatro, Cicatrizes, que foi aprovada pela Lei Rounet.

JN: Também é membro de Academias de Letras?
Solange: Sim. Tomei posse em 2011, como Membro Efetivo de Letras da Academia de Letras e Artes Paranapuã e em 2012 como Membro Correspondente das Academias de Letras e Artes Buziana e de Valparaíso – Chile.

JN: Seus poemas estão publicados em Coletâneas literárias. Quais?
Solange: A maioria das coletâneas são publicações de concursos de poesia ou prosa que participei e que deram origem aos livros homônimos: As 50 Melhores Poesias de 2007; Escritores Brasileiros – Antologia de Prosa e Poesia; Pablo Neruda e Convidados; Antologia Contemporâneos 2017; A Arte de Ser Mulher – Poesia Feminina Vol.1 e Prosa Feminina Vol. 2; Poetize 2017 – Concurso Nacional Novos Poetas; Graciliano Ramos e Convidados; 100 Melhores Poetas Lusófonos Contemporâneos 2019; Antologia em Verso e Prosa – Clube Naval; Antologia Literária – Federação das Academias de Letras e Artes do RJ. Estou participando de duas Antologias que serão lançadas ainda este ano: Antologia Fernando Pessoa e Convidados e a Antologia Comemorativa dos 15 anos do Centro de Literatura do Museu Histórico do Forte de Copacabana.

JN: Os troféus, medalhas e premiações são muitos. Tem algum em especial?
Solange: É difícil escolher um. Todos têm a sua importância e qualificam a obra. Mas, tenho um carinho especial pela Medalha Chiquinha Gonzaga, que recebi da Câmara dos Vereadores, em 2010. No I Encontro de Artes e Poesias do Corpo de Bombeiros ganhei troféu de melhor obra e medalha de ouro. As medalhas das Academias de Letras são muito especiais; a medalha Autregésilo de Athayde; a do Real Gabinete Português de Literatura; o troféu SACI conferido pela Academia de Letras de Buziana e outras.

JN: O jornal Novidades também recebeu medalha?
Solange: Sim. Sempre fui muito ligada à cultura e à arte e, como editora do jornal sempre apoiava peças de teatro, eventos, shows etc, o que levou à premiação. O jornal Novidades recebeu Diploma e Medalha “Colaborador e Revelação Cultural do ano de 2011”, pelos relevantes serviços sociais, educacionais e culturais prestados ao país, pela Sociedade Cultura Latina.

JN: Solange, por que a decisão de passar o jornal para outra direção?
Solange: Realizei meu sonho de ter um jornal do nosso Méier. Durante a pandemia foram tempos difíceis, porque sou do grupo de risco e fiquei em isolamento. Esse período foi importante para que pudesse refletir sobre o que realmente quero para a minha vida. Decidi me dedicar mais à carreira literária. Não estou deixando o nosso jornal Novidades, continuarei escrevendo e ficarei como jornalista responsável. Mas, é hora dos mais jovens assumirem, com mais gás, com novas ideias, dar uma repaginada etc.

JN: Você quer deixar algum recado para os nossos leitores, clientes e amigos?
Solange: Gostaria de agradecer a todos os nossos clientes, que nos apoiaram, acreditaram e fizeram do jornal Novidades um sonho possível. Agradeço a todos os colaboradores que fizeram a história do Novidades até aqui, em especial: Jucéa Mattos, Daura Favorito e a jornalista Kelly Cristina. Desejo muita sorte e sucesso ao Francitonio Oliveira, que por seis anos foi nosso designer e agora assume o desafio de dirigir o Novidades.

Solange Diniz é Jornalista, escritora e poetisa.
Autora do Livro ‘‘Palavras do Coração’’,
obra que deu origem ao espetáculo de teatro ‘‘Desalinhos do Amor’’.
Membro de Academias de letras e Artes do Brasil e do Exterior

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