Fevereiro | 2018 | Ano IX – Edição 104 – Infectologista do Hospital Pasteur alerta para o aumento dos casos de febre amarela no Rio

Infectologista do Hospital Pasteur alerta para o aumento dos casos de febre amarela no Rio

Em janeiro, Secretaria de Saúde confirmou 33 casos no estado

Hospital Pasteur FACHADA RED

O Ministério da Saúde atualizou na última terça-feira (30/1) as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde sobre a situação da febre amarela no país. Entre julho de 2017 e janeiro de 2018, foram confirmados 213 casos e 81 mortes. Outros 435 casos suspeitos ainda permanecem em investigação. No estado do Rio de Janeiro, casos foram identificados nas cidades de Valença, Teresópolis, Sumidouro, Cantagalo, Duas Barras, Miguel Pereira, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Rio das Flores, Carmo, Petrópolis e Vassouras.

Patrícia Pinheiro, infectologista do Hospital Pasteur, explica que a doença é causada por um vírus transmitido por mosquito e que não passa de uma pessoa para outra. “A infecção acontece quando uma pessoa que nunca contraiu a febre amarela ou tomou a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano. Além do homem, a infecção pelo vírus também pode acometer outros vertebrados, como os macacos – que também podem infectar mosquitos”, esclarece a médica.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ressalta, ainda, que os macacos não são responsáveis pela transmissão da febre amarela. “Ao encontrar macacos mortos ou doentes (animal que apresenta comportamento anormal, que está afastado do grupo, com movimentos lentos etc), o cidadão deve informar isso o mais rápido possível às Secretarias de Saúde do seu município ou do Estado do Rio de Janeiro. A SES reforça a importância de as pessoas que ainda não se vacinaram buscarem um posto de saúde próximo de casa para serem imunizadas”, alerta o último informe epidemiológico do órgão.

O diagnóstico da doença pode ser feito pela análise do quadro clínico e da história de exposição do paciente ou por meio de exames de sangue e hepático. Após a infecção instalada, em geral, a doença dura, no máximo, 12 dias – aponta a infectologista. Ela acrescenta que, geralmente, quem contrai o vírus não apresenta sintomas ou eles se manifestam de forma leve, através de febre, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, principalmente nos primeiros dias de infecção.

“A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar, quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. Mas a maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela após a infecção”, explica Patrícia.

VACINA

A vacina é a principal forma de prevenção à doença, aliada ao combate ao mosquito. A campanha de aplicação da vacina fracionada contra a febre amarela começou na última quinta-feira (25/1) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose-padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por, pelo menos, oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

Hospital Pasteur 
Av. Amaro Cavalcanti, 495 – Méier
Tel.: (21) 2104-4400
www.hospitalpasteur.com.br 

Fonte: Assessoria de Imprensa Hospital Pasteur

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