Julho | 2018 | Ano IX – Edição 109 – Depressão nos Idosos

Depressão nos Idosos

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Atualmente no Brasil são aproximadamente 20,6 milhões de idosos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Acredita-se que, até o ano de 2060, o país venha a ter cerca de 58,4 milhões de pessoas na terceira idade. Esse número se deve não só a um aumento da expectativa de vida dos brasileiros, mas também à melhoria na qualidade das políticas públicas para essa importante camada da população.

Por outro lado, um problema cada vez mais presente com o avançar da idade é a depressão, que é a quarta maior causa de afastamento do trabalho, independente da faixa etária, de acordo com o Ministério da Saúde.

Com a chegada de alguns problemas crônicos, a perda de pessoas próximas e a frustração por não poder mais realizar determinadas atividades, a depressão poderá se apresentar de forma ainda mais acentuada nos idosos e, se não for tratada, ocasionar diversos problemas. Estudos recentes indicam forte associação dos sintomas depressivos à limitação funcional em pessoas que estão na terceira idade. Essa faixa etária, no Brasil, é a que concentra o maior número de casos relacionados a comportamentos extremos resultantes da depressão.

Outra consequência negativa do problema é o uso exagerado de medicamentos antidepressivos em uma idade que já exige a necessidade de utilização de outros remédios, o que pode representar risco à saúde.

Nos anos de 2013 e 2014, os remédios controlados – popularmente conhecidos como ”tarja preta” –, estiveram entre os dez mais vendidos nas farmácias brasileiras. Sendo que nem sempre é a melhor indicação para o problema, principalmente em pacientes com mais idade.

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso e que existem no Brasil, mais de 30 antidepressivos disponíveis e ao contrário do que alguns imaginam, essas medicações, quando ministradas de modo adequado, não são como drogas que deixam as pessoas exaltadas. A terapia medicamentosa não incapacita o paciente, e o sucesso terapêutico está longe disso. É possível tomar remédios e continuar trabalhando.

Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo de novas crises e no caso dos idosos, em especial, a observação dos familiares é fundamental e, a qualquer sinal de mudança no comportamento dos mais velhos, como vontade de isolar-se, irritabilidade, ansiedade, baixa autoestima, desânimo, cansaço fácil, medos inesperados, desespero e falta de esperança, é importante procurar cuidados especializados imediatamente.

Depressão é uma doença séria e deve ser tratada por uma equipe médica. No caso dos idosos, é rigorosamente necessário avaliar o estado clínico geral do paciente antes de iniciar uma conduta para o tratamento de modo isolado. A boa notícia é que o tratamento, se seguido à risca, traz ótimos resultados.

Dr. Thiago de S. G. Bicalho
Médico  Geriatra e Diretor médico da CuidarVC
CRM: 52 87865-0

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

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