Novembro | 2018 | Ano IX – Edição 113 – Glaucoma – Uma doença silenciosa

Glaucoma – Uma doença silenciosa

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O glaucoma de ângulo aberto é uma doença silenciosa que não causa sintomas, até estar evoluída e pode levar à cegueira irreversível. Esta doença acomete principalmente o nervo óptico (que é o principal nervo do olho). O nervo óptico entra na parte de trás do olho e se abre formando a retina. Assim como a haste de uma taça de vinho se conecta na parte que recebe o líquido. Quando o nervo óptico entra no olho, causa um acidente anatômico (um “sinal” no fundo do olho) que chamamos de escavação do nervo óptico.

O glaucoma é uma doença do nervo óptico e a pressão do olho (pressão intraocular) é uma das formas de monitorar o glaucoma. Naturalmente, todos nós temos perda das fibras do nervo óptico todos os anos, mas não se sabe o porquê das pessoas com glaucoma perderem essas fibras de forma mais rápida que as demais. Quando o glaucoma está evoluído os principais sintomas vão ser: borramento visual, a pessoa começa a esbarras nas outras ou em objetos sem perceber, a visão periférica fica prejudicada, pode apresentar dor nos olhos e na cabeça. Quando existem problemas visuais, o glaucoma já avançou e não tem mais jeito. A perda de visão é irreversível. Daí pra frente o tratamento tem o objetivo de estacionar a doença.

No exame de rotina dois são os exames que nos ajudam a suspeitar do glaucoma: a tonometria e a fundoscopia. No fundo de olho (ou fundoscopia) podemos identificar o nervo óptico alterado, já acendemos uma luz de alerta para o glaucoma. A tonometria (ato de medição da pressão intraocular) caso esteja alta (acima de 20 milímetros de mercúrio) já temos outro forte indício de que o paciente pode ter glaucoma em apenas uma consulta. Mas, o diagnóstico do glaucoma nem sempre é fácil. São necessários exames complementares para amarrar bem esta suspeita. Os principais exames são: campo visual computadorizado, curva tensional ou teste de sobrecarga hídrica, gonioscopia e paquimetria ultrassônica da córnea.

Embora não tenha cura o glaucoma tem tratamento e existe um arsenal grande de medicações na forma de colírio que podem ser utilizadas para o tratamento. Os colírios em sua maioria têm o objetivo de diminuir a pressão intraocular e alguns têm o poder de proteger as fibras do nervo óptico. Existem colírios dos mais variados preços e substâncias e só o médico é capaz de decidir qual é a melhor forma de tratamento. Em alguns casos só o colírio não resolve e temos que recorrer a tratamentos com laser ou até cirurgia.

Acreditamos que algum dia chegaremos a cura do glaucoma. Mas, enquanto esse momento não chega a melhor forma de combater é a prevenção e o tratamento. Marque uma consulta para saber como está a pressão dos seus olhos!

Dr. Andrew Alves Marinho

Oftalmologia
CRM: 52 97566-4

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

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