Dezembro | 2015 |Ano VI – Edição 78 – Hospital Pasteur alerta sobre os males causados pelo mosquito Aedes aegypti

9 - CopiaHospital Pasteur alerta sobre os males causados pelo mosquito Aedes aegypti

Diferença entre os vírus dengue, zika e chikunguya são detalhadas por especialistas da unidade .

 Com a chegada do verão, a atenção à água parada deve ser redobrada. As chuvas aumentam o número de criadouros do mosquito Aedes aegypiti e a temperatura da atenção acelera seu desenvolvimento para a fase adulta, que tem a relação direta com o aumento do número de casos de dengue. A epidemia que afeta a população brasileira – de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 1,5 milhão de casos foram registrados só neste ano – tem ainda outro agravante: ela não é a única, pois novas enfermidades foram detectadas e atendem pelos nomes chikungunya e zika.

Apesar de responsável pelo contágio das três doenças, o Aedes aegypiti, presente em áreas urbanas, não é o único vilão. No caso da chikungunya e da zika, o contagio ocorre também pela picada do Aedes albopictus, encontrado em áreas rurais. Os sintomas são febre, diarreia, dores e manchas no corpo. Na dengue podem ainda ocorrer sangramentos pelo nariz e gengivas. “É mais grave porque pode ocasionar baixa pressão e, consequentemente, o choque potencialmente letal. O tratamento deve ser iniciado precocemente com hidratação pela boca ou pela veia, caso não haja condições de ingerir líquidos suficientes”, alerta Patrícia Yvonne Maciel Pinheiro, infectologista do Hospital Pasteur.9 - Copia (2)

O zika vírus promove uma coceira mais intensa na pele, acompanhada de conjuntivite. Pessoas de qualquer idade ou sexo podem ser afetadas, mas os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos.

“Já o vírus da chikungunya causa inflamações com fortes dores, acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor nas articulações, especialmente dos pés e das mãos – dedos, tornozelos e punhos”, enfatiza a especialista.

Não há tratamento especifico para nenhum dos casos. A indicação é repouso e consumo de líquidos em abundancia, não sendo recomendado usar ácido acetilsalicílico (AAS), devido ao risco de hemorragia. “Deve-se procurar um médico para avaliação adequada e não se automedicar, pois os efeitos colaterais podem ser somados. No caso da doença pelo zika vírus, há indícios de que esteja relacionada à grave sequela em recém-nascidos de mães que tiveram a infecção na gestação. O alerta nesse caso deve ser ainda maior”, finaliza Patrícia.

Zika e a microcefalia  

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu alerta mundial no dia 1º de dezembro, para que mais de 140 países-membros  reforcem   a vigilância no caso de eventual crescimento de infecções provocadas pelo zika. O comunicado cita diretamente o aumento de nascimentos de bebês com má-formação e de casos da síndrome Guillain-Barré identificados no Brasil.

O documento reconhece, pela primeira vez,  relação entre vírus e o crescimento de casos dessas doenças, usando o avanço de episódios  de microcefalia no país – mais de mil registros até a divulgação do alerta –  e a constatação de três mortes por zika (duas de adultos e uma recém-nascido) como fatores que levaram a OMS a atualizar as recomendações de vigilância sobre problema.

 

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