Outubro |2016| ano VII edição 88 – Depressão

Depressão

apresentacao1Usarei este espaço para falar sobre uma das doenças com maior prevalência na clínica, a depressão. Esta caracteriza-se por ser um transtorno do humor em que a pessoa apresenta um conjunto de sinais e sintomas tais como: humor deprimido na maioria dos dias, perda de interesse ou prazer nas atividades, fadiga, capacidade diminuída de pensar ou se concentrar, pensamentos de morte, dores no corpo, tensão, dentre outros que causam sofrimento e prejuízo no funcionamento da vida do sujeito.

Esse distúrbio tem crescido muito ao longo das décadas e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a previsão é de que em 2020 ela será a segunda maior causa de mortes e incapacidades no mundo. Por ser altamente incapacitante é importante que a pessoa que apresente os sintomas acima mencionados, busque ajuda profissional da Psicologia e dependendo do caso também do Psiquiatra. Em algumas situações é necessário o auxílio do remédio, a fim de reduzir esses sintomas que causam sofrimento para a rotina do indivíduo.

Importante ressaltar que esse distúrbio é diferente da tristeza ou luto após a perda de um familiar, por exemplo. Nesses casos são alterações temporárias e que aos poucos a pessoa recupera a sua rotina diária e saudável. Infelizmente, nos tempos atuais há uma tendência em descartar a tristeza enquanto emoção como sendo algo ruim para o sujeito e, portanto qualquer manifestação dela deve ser ignorada e/ou usar medicação para não sentir.

No entanto, as emoções têm um papel importante no desenvolvimento do sujeito e assim deve ser processada cognitiva e emocionalmente. Caso ela evolua, nesse momento é necessária a ajuda profissional. Para algumas pessoas é extremamente difícil falar sobre isso, porque muitas vezes, por não conhecimento as pessoas acabam desqualificando o que ela sente dizendo que é “falta do que fazer”, “que não há motivos para ficar infeliz” ou que a “pessoa não se esforça o suficiente”. Tais descrições pouco auxiliam na melhora da saúde mental do sujeito.

Este por sua vez se sente cada vez mais sozinho e isolado, e em situações extremas pode apresentar tendências suicidas. O apoio dos familiares e dos amigos é fundamental nesse processo, além do tratamento em si, no qual não há um tempo pré-determinado para a melhora dos sintomas. Cada sujeito tem o seu tempo para elaborar seus sentimentos, pois como o psicólogo Carl Rogers afirma: “A “vida boa” é um processo, não um estado. É uma direção, não um destino”.

PSICOLOGIA CLINICA
Bruna Dionísio Manoel
Terapeuta Cognitiva Comportamental
CRP: 05/42604

Rua Lucídio Lago, 96 – SI 505 – Méier
Rua Conde do Bomfim, 310 – Cobertura 01 – Tijuca
TEl: 21 96904-1589 / 96752-9941
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E-mail: psicologiabruna24@gmail.com

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