Junho|2016| ano VII edição 84 – Da Tontura ao Equilíbrio nos Idosos

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Da Tontura ao Equilíbrio nos Idosos

As queixas de tonturas estão dentre as mais comuns da população idosa. Constituem problema de grande relevância, uma vez que se associa ao risco de quedas, importante fator relacionado à morbidade e mortalidade nessa faixa etária.

Definimos como tontura, o termo que representa genericamente todas as manifestações de desequilíbrio. A vertigem é um tipo particular de tontura, caracterizando-se por uma sensação de rotação, enquanto a labirintite é uma enfermidade de rara ocorrência, caracterizada por uma infecção ou inflamação no labirinto. O termo é utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto. Atualmente há descrição de dezenas de doenças e/ou distúrbios labirínticos, cada um deles tem características próprias que exigem formas especiais de tratamento.

Estima-se que 85% da população acima de 65 anos tem problemas associados à tontura, sendo a maior prevalência entre as mulheres. Tais manifestações na senilidade são atribuídas ao aumento crescente dos distúrbios das funções sensoriais, da integração das informações periféricas e centrais, bem como a senescência dos sistemas neuromusculares e da função esquelética.

Dr. Thiago Bicalho relata que os pacientes descrevem essas alterações do equilíbrio das mais diversas maneiras, destaque para as queixas de sensação de “cabeça leve”, impressão de queda, instabilidade postural, sensação de flutuação, de estar caminhando em cima de um colchão, tonteira ou, ainda, zonzeira. Relacionada à vertigem é muito comum o relato do paciente, em sentir-se “girando no meio ambiente” ou mesmo “o ambiente gira a sua volta”. Vale ressaltar que as crises mais fortes de tontura podem ser acompanhadas de náuseas, vômitos, suor, palidez e sensação de desmaio.

O geriatra orienta ainda que o desequilíbrio corporal pode ocorrer por apresentar alterações funcionais originadas nas diversas estruturas do próprio sistema vestibular (vestibulopatias primárias) ou determinadas por problemas clínicos à distância em outros órgãos ou sistemas, que podem afetá-lo de diferentes maneiras (vestibulopatias secundárias).

“Destacamos os traumatismos de cabeça e/ou pescoço, as infecções, drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, sedativos, tranquilizantes, antidepressivos e relaxantes musculares), tumores do sistema nervoso, distúrbios vasculares (hiper ou hipotensão arterial), doenças endócrinas (aumento do colesterol, hiper ou hipoglicemia, hiper ou hipotireoidismo), anemia, problemas cervicais (cervicalgia, hérnia de disco), distúrbios psiquiátricos”, explica Dr.Thiago.

As doenças que acometem os sistemas vestibulares e auditivos, causando tonturas, apresentam outros sintomas associados, principalmente o zumbido e surdez. Com relação ao zumbido valerá uma discussão específica sobre o assunto em um segundo momento.

Vertigem e outras tonturas são sintomas que costumam ser sensíveis ao tratamento, desde que haja coerência com o diagnóstico formulado. “Em grande número de casos, com auxílio de exames laboratoriais e obtenção de imagens, conseguimos estabelecer a causa da doença e instituir o melhor dos tratamentos. O importante é a escolha do medicamento mais adequado, baseado no diagnóstico e nas reações orgânicas e psíquicas de cada paciente. A fisioterapia labiríntica é muito importante, e consiste em exercícios personalizados de reabilitação do equilíbrio”, orienta o geriatra. A grande maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde favoravelmente à terapia antivertiginosa.

A maioria dos casos fica definitivamente curada. Outros melhoram significativamente, e apenas poucos casos são rebeldes ao tratamento. Nesses últimos casos, novas estratégias de tratamento podem ser aplicadas até obter-se o melhor resultado possível.

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