Julho|2016| ano VII edição 85 – A Incontinência Urinária nos Idosos

A Incontinência Urinária nos Idosos

Apresentação1Define-se como incontinência urinária como a condição na qual a perda involuntária de urina. É um problema social ou higiênico e é objetivamente constatada. Muitas vezes, a incontinência urinária é considerada, equivocadamente, pela família e pelos amigos, como parte natural do envelhecimento.

A prevalência da incontinência urinária no idoso varia de 8 a 34% segundo o critério ou método de avaliação. As principais causas são: alterações teciduais da senilidade que comprometem o trato urinário inferior e o assoalho pélvico, do sistema nervoso central e periférico, alterações hormonais como a menopausa, poliúria noturna, alterações psicológicas, hiperplasia prostática benigna, doenças concomitantes e efeitos colaterais de medicamentos.

O geriatra, Thiago Bicalho, explica que a manifestação/queixa mais comum de alteração urinária é a noctúria, definida como o hábito de levantar-se mais de uma vez por noite para urinar e incomoda muitas pessoas de todas as faixas etárias, porém, é mais frequente dos 50 anos em diante. “A noctúria, por si, não sugere nenhum diagnóstico específico. As principais causas são: a diminuição da capacidade vesical e/ou o aumento na produção de urina no período noturno. Podendo também estar associada a outros sintomas do trato urinário inferior, a distúrbios do sono ou relacionar-se ao tempo em que o paciente permanece na cama”, declara Dr. Thiago.

Outra queixa comum entre os idosos é a incontinência urinária transitória muitas das vezes ligadas as mudanças fi siológicas do trato urinário inferior, alterações patológicas como infeções, ingestão hídrica excessiva, constipação intestinal crônica, depressão e dificuldade para locomoção. A incontinência urinária persistente é quando a perda involuntária de urina não é causada por nenhuma comorbidade existente, não é decorrente do efeito colateral de algum medicamento e persiste por pelo menos três meses. Podendo ser classificada em três tipos: urge-incontinência, incontinência urinária relacionada ao esvaziamento vesical inadequado e a incontinência urinária de esforço.

Além do impacto direto na qualidade de vida, a incontinência urinária, predispõe a dermatoses genitais, úlceras de pressão, infecções do trato urinário, quedas e fraturas ocorridas, frequentemente, no caminho para a o banheiro.

Dr. Thiago esclarece que o tratamento medicamentoso da incontinência urinária deve ser controlado e ajustado segundo as necessidades individuais de cada paciente. “Quando a causa é a contração fraca da musculatura da bexiga, os medicamentos que aumentam a contração vesical podem ser úteis. O idoso que apresenta incontinência e depressão pode ser beneficiado com o uso de medicamentos antidepressivos. Em casos mais delicados, há a possibilidade da correção cirúrgica para fazer o levantamento da bexiga e do fortalecimento do fluxo urinário. Para a incontinência por transbordamento nos homens, causada pelo aumento da próstata ou por outra obstrução, a cirurgia normalmente é necessária. E por fi m, nos casos em que é impossível controlar a incontinência urinária com tratamentos específicos, absorventes e roupas íntimas especialmente projetadas para incontinência urinária podem proteger a pele, permitindo que os indivíduos permaneçam secos, confortáveis e socialmente ativos”, conclui.

É tarefa do médico e dos familiares e cuidadores estarem cada vez mais atentos e aptos a tratar as doenças dos nossos queridos idosos, melhorando dessa forma sua qualidade de vida, evitando auto-isolamento e depressão.

Palestrante: Dr. Thiago Bicalho
Data: 18 de junho, às 9h.
Local: Hospital Pasteur
Av. Amaro Cavalcanti, 495 Méier
Inscrições e informações: 2104.4400

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