Março |2016| ano VII edição 81 – Clínica CuidarVC – A dor crônica e os idosos

A dor crônica e os idosos

Estudos sugerem que 30% a 50% de idosos brasileiros sofrem dos crônica

A dor é uma condição clinica, considerada pelos novos estudos científicos como um sinal vital, assim como a pressão arterial e a frequência cardíaca. Daí a sua importância no cenário atual e muito comum na população geriátrica.

Infelizmente, o manejo da dor crônica pela maioria dos médicos e alguns familiares e/ou cuidadores é frequentemente subestimada e subtratada. A dor persistente incapacita e compromete a qualidade de vida dos nosso queridos idosos.

5 - CopiaO envelhecimento é associado ao aparecimento de dores e limitações funcionais. De fato, dor é uma das queixas mais comuns de idosos durante consultas médicas. Pacientes com mais 60 anos. Estudos realizados em 2015 sugerem que 30% a 50% de idosos brasileiros sofrem de dor crônica.

A dor persistente pode induzir ou agravar inúmeras situações do dia a dia dos idosos, destaque para as anormalidades do sono e do apetite, a depressão, as restrições para a execução nas atividades de vida diária e a imobilidade. Ao identificarmos limitações nas tarefas de higienização (tomar banho, escovar os dentes) e o caminhar com dificuldade acentuada, a avaliação do especialista deve ser imperiosa.

“Diversas barreiras ou obstáculos dificultam a avaliação e o manejo adequados dos quadros álgicos no idoso. Peculiaridade desta faixa etária transformam a identificação do status doloroso de forma crônica muito mais difícil e muitas das vezes subestimada pelo medico, especialmente nos idosos frágeis com de 75 anos de idade, pois o declínio congnitivo e sensorial, a depressão as outras comorbirdades (hipertensão, diabetes, doença tireoidiana) e os inúmeros medicamentos que os pacientes tomam de forma regular, transformam-se em enormes fatores de dificuldade diagnostica e perspectivas de tratamento”, explica Dr. Thiago.

O geriatra acrescenta ainda que de uma forma geral a dor pode, muitas vezes, ser a única manifestação clinica de uma doença. O médico deve procurar identificar o diagnóstico e/ou a causa desencadeante da dor, pois simplesmente suprimi-la pode permitir a evolução de uma doença ou dificultar a adoção de melhor conduta terapêutica.

Nos idosos são frequentes as dores resultantes de doenças do aparelho locomotor por artropatias, mialgias e síndrome dolorosas difusas, que muitas vezes são associadas a patologias como: as osteoporoses acumulativas, as neuropatias periféricas (por exemplo: polineuropatia diabética, neuralgia do trigêmeo, neoropatia pós-herpética), as dores oncológicas e dores isquêmicas por doença vascular periférica e cãibras. As dores mais prevalentes nos idosos são localizadas nos membros inferiores.

Dr. Thiago orienta que os idosos podem relutar em expressar a sua dor por receio de parecerem doentes e por relacionarem a dor com o avanço da doença e/ou aproximação da morte. É comum a omissão de alguns sintomas, por acreditarem que façam parte do envelhecimento normal ou da sua doença de base. É tarefa do médico e dos cuidadores ou familiares questionar o significado da dor para o paciente, seus receios, bem como atitudes positivas (enfretamento) ou negativas (isolamento, reclusão social, supervalorização de problemas menores).

         “A dor envolve aspectos psicológicos (ansiedade e depressão), sociais (crenças, papéis e relacionamentos) e espirituais (sofrimento e significado da dor). É benéfica a realização de terapia congnitio-comportamental, técnicas de relaxamento e meditação, devendo cada uma ser avaliada e indicada caso a caso. Estratégias farmacológicas e não farmacológicas combinadas geralmente resultam em melhor controle da dor com doses menores de medicamentos e menos efeitos colaterais”, recomenda.

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia.

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