Novembro |2016| ano VII edição 89 – Envelhecer é sinônimo de muitos medicamentos?

Envelhecer é sinônimo de muitos medicamentos?

Polimedicação também chamada Polifarmácia é a administração de vários medicamentos diferentes concomitantemente e em tratamento prolongado (mais de três meses) a um paciente. “Considera-se que um paciente está polimedicado quando o número de medicamentos que toma diariamente é superior a cinco”, explica o geriatra Thiago Bicalho.

andradaO problema da polimedicação tem sido desenvolvido principalmente na Geriatria, na medida em que esse perfil de paciente são os alvos mais frequentes desta prática, diretamente ligada às múltiplas doenças apresentadas pelos idosos. É um desafio para todos os médicos tratar um paciente geriátrico com muitas comorbidades e evitar os inúmeros medicamentos prescritos.

Tal fato justifica que esses pacientes sejam direcionados para um acompanhamento com o geriatra. “Com o envelhecimento, as alterações fisiológicas, sobretudo as hepáticas e renais, fazem com que esses pacientes sejam vulneráveis e sofram facilmente as consequências dos efeitos secundários e das interações dos medicamentos prescritos.

Os analgésicos, medicamentos cardiovasculares, antidiabéticos orais, antidepressivos e medicamentos psicotrópicos (antipsicóticos e benzodiazepínicos – tarja preta), relaxantes musculares, antiarrítmicos e os antibióticos são os mais comumente inclusos na fatalidade de intoxicação por medicamentos em idosos”, relata Dr. Thiago. O uso de medicamentos constitui-se hoje numa epidemia entre idosos, cuja ocorrência tem como cenário o aumento exponencial do poder da indústria farmacêutica, do marketing dos medicamentos (televisão, jornais) e a medicalização presente na formação de parte expressiva dos profissionais da saúde.

As consequências do amplo de remédios têm impacto no âmbito clínico e econômico repercutindo na segurança e qualidade de vida dos pacientes. A rotina diária dos pacientes não pode acompanhar as horas ao longo de um dia e relacionar com horários de seus remédios. É preciso identificar a necessidade de ingerir algum medicamento, como por exemplo: tomar algum remédio em jejum ou outro qualquer no almoço ou no jantar.

A rotina dos pacientes idosos e a de seus cuidadores não deve ser direcionadas pelos medicamentos e/ou o seguimento de “listas” de remédios. Tem que viver a vida normalmente. Os prejuízos e desfechos negativos do uso de medicamentos por idosos são bem reconhecidos e estudados. “Neste cenário, o grande desafio dos médicos no Brasil é contribuir na promoção do uso racional dos medicamentos.

A educação dos usuários, especialmente no que concerne à prática da automedicação, inclusive de fitoterápicos; a orientação acerca dos riscos da interrupção, troca, substituição ou inclusão de medicamentos sem conhecimento dos profissionais da saúde”, alerta o geriatra. Os programas específicos de atenção ao idoso como os existentes nos centros de referência e nas universidades da terceira idade podem funcionar como âncoras para realização de cursos ou programas educativos, que ofereçam subsídios para que cuidadores, familiares e o próprio idoso possam utilizar os medicamentos de maneira mais segura.

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia.

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