Março | 2017 | Ano VIII – Quedas nos Idosos

Quedas nos Idosos

As quedas e o risco potencial de queda nos idosos é uma questão que traz bastante preocupação para todas as pessoas que lidam tanto diretamente, quanto indiretamente com pessoas idosas.

MULHERDados do Ministério da Saúde apontam que um terço dos idosos brasileiros sofre uma queda a cada ano. E trazem consequências invariavelmente catastróficas para os idosos, ocasionando fraturas, hemorragias, traumas cranianos e, direta ou indiretamente, até a morte.

As lesões resultantes das quedas são um verdadeiro problema de saúde pública em diversos países do mundo, tais eventos ocorrem devido à redução do equilíbrio postural, e tanto podem ser decorrentes de problemas primários do sistema osteoarticular e/ou neurológico quanto de uma condição clínica adversa que afete secundariamente os mecanismos do equilíbrio e da estabilidade. Devemos entender que a queda funciona como um evento sinalizador do início do declínio da capacidade funcional ou de novas doenças, como a depressão.

É muito comum já ter ouvido falar ou ter conhecido algum idoso que, após uma queda, fraturou a perna e ficou com dificuldade para andar. Muito provavelmente essa pessoa já apresentasse, antes, um quadro de osteoporose – que é a perda gradual da massa e da densidade óssea ou, para simplificar, a perda de osso.

Alguns pacientes desenvolvem a chamada síndrome pós-queda, ou seja, um quadro clínico caracterizada o pelo medo descontrolado de andar novamente, mesmo sem apresentar problemas de locomoção que impeçam a marcha. Podemos considerar as quedas e a falta de confiança em caminhar de modo independente podem alavancar quadros depressivos e o isolamento social: Afirmo que a queda é a fratura exposta na autoestima do paciente.

Alguns cuidados especiais para evitar as quedas

Manter uma atenção redobrada e ter cuidados simples, como evitar que os idosos caminhem com calçados de salto alto ou com sola escorregadia, retirar os tapetes lisos da casa, manter uma iluminação adequada nos ambientes, evitar que o chão seja encerado em demasia e não permitir que os idosos transitem por escadas sem corrimão, é um bom caminho para evitar as perigosas quedas. Outra forma de contenção eficaz é instalar barras de segurança próximo aos vasos sanitários e chuveiros.

Há fatores inerentes aos da idade mais avançada também são pontos aos quais os familiares devem estar atentos, como o uso inadequado de medicamentos, doenças reumáticas, problemas de visão e problemas do trato urinário. Por isso, um tratamento multidisciplinar geralmente é necessário para tentar reabilitar a capacidade desses pacientes. Cabe a todos os setores da sociedade difundir conhecimento sobre o processo de envelhecimento e, a partir de reflexões e experiências da prática na atenção à saúde ao idoso, garantir uma terceira idade com mais qualidade de vida.

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia.

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