Março | 2018 | Ano IX – Edição 105 – Conjuntivites

Conjuntivites

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A conjuntivite é a infecção aguda mais comum dos olhos. Resultado da inflamação causada por vários agentes (vírus, bactéria, fungo e até alérgica) é mais comum nos extremos das estações (verão e inverno). O exame na lâmpada de fenda é fundamental para diferenciar as causas e o tratamento é especifico para cada tipo causador.

A conjuntiva é uma camada fina e transparente permeada por vasos que recobre a parte branca do olho (esclera) e a parte interna das pálpebras. Quando o agente causador começa a atacar a conjuntiva, um dos primeiros sintomas é o lacrimejamento. Em seguida a sensação de corpo estranho ou areia nos olhos. Vermelhidão, inchaço e embaçamento também aparecem neste momento. Normalmente, começa em um dos olhos e depois evolui para o outro.Sem título

O exame na lâmpada de fenda é fundamental para diferenciar os tipos de conjuntivites além da história de cada paciente. É com esse equipamento que vemos as estruturas do olho, que são pequeninas, com um aumento grande e fica mais simples de entender o que acontece com o olho.

Um tipo em especial de conjuntivite, causada por vírus é uma das mais sérias. A conjuntivite pseudomembranosa que pode durar semanas. Nessa categoria a infecção produz uma secreção espessa que fica aderida ao olho e à pálpebra por dentro.

Estas membranas têm que ser removidas de dois em dois dias aproximadamente. Pois, se não removidas podem grudar partes das pálpebras causando dor e desconforto além de dificultarem a penetração das medicações tópicas como colírios e pomadas.

Outra complicação comum desse tipo de conjuntivite são as “cicatrizes” que ela pode causar na córnea, que é a parte mais externa do olho e parece uma tampinha de relógio transparente. Neste caso, pode haver mudanças repentinas de grau e principalmente o aparecimento de astigmatismo e hipermetropia.

As conjuntivites (exceto a alérgica) são extremamente contagiosas. Por isso, e necessário afastamento das demais pessoas por um período. O contato direto como: beijar, abraçar e apertar as mãos é a principal forma de contágio. O uso de toalhas de rosto ou de banho por várias pessoas também é um importante multiplicador de conjuntivite. Embora antes de apresentar os sintomas a pessoa que tem conjuntivite, e não sabe, já pode estar contaminando outras pessoas.

Por isso, é importante sempre lavar as mãos antes e depois de mexer nos olhos, sempre usar álcool gel quando não for possível usar água e sabão. O mais importante diante de qualquer sinal de conjuntivite é procurar um oftalmologista para identificar ou diferenciar os sintomas de qualquer outra doença aguda do olho.

Dr. Andrew Alves Marinho
Oftalmologia
CRM: 52 97566-4

 

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia, Oftalmologia.

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