Agosto/Setembro | 2020 | Ano XI – Edição 132 – A Pandemia NÃO Acabou!

A Pandemia NÃO Acabou!

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Já são quase 130 mil brasileiros mortos pela Covid-19. O número de mortes já é maior que em muitas guerras. Crianças que perderam seus avós, de quem recebemos o carinho mais doce durante toda a vida, filhos que perderam seus pais, famílias inteiras contaminadas pela doença, perderam irmãos, amigos. Quase 130 mil famílias de luto no Brasil. Muito triste.

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Mas, na contramão de tanta tristeza, com a humanidade se isolando por causa de um vírus mortal, as pessoas irresponsáveis continuam se aglomerando, usando máscara no queixo ou não usando. Tendo comportamentos como se não houvesse pandemia. Não estamos vivendo um filme de ficção científica, é real, é triste e devastador. Os cientistas dizem que viveremos outras pandemias. Mas, parece que uma grande parte da população não está aprendendo nada com essa.

A pandemia colocou um holofote no caráter das pessoas. No início da pandemia tínhamos a doce ilusão de que as pessoas seriam tocadas pela constatação da fragilidade humana e se tornariam pessoas melhores. Mas, não foi o que constatamos, infelizmente. A Covid-19 separou o joio do trigo. Mostrou as pessoas de bom coração e solidárias e também a pior espécie de pessoas: as que não se importam com as outras. Pessoas que não dão distanciamento nos corredores dos supermercados, nas lojas e nas ruas.

Nos edifícios os síndicos estão enlouquecendo com tantas reclamações de barulho e vizinhos que não respeitam os que estão trabalhando em home office e o horário de silêncio.
Fui a um mercado e a grande maioria dos funcionários estava sem máscara ou com a máscara no queixo. Então, fui procurar o proprietário para reclamar. O encontrei dentro da loja, debruçado numa gondola, falando ao celular e sem máscara. Me pergunto: que higienização está sendo feita nesse mercado? Dá para confiar?

Presenciei um funcionário de um supermercado do bairro tossindo, com a máscara no queixo em cima das mercadorias, enquanto arrumava a prateleira de iogurtes. Quando chamamos a atenção ou solicitamos o distanciamento ainda somos destratados e parece que nós é que estamos errados.

Precisei ir ao cartório no Norte Shopping e fiquei assustada com o shopping lotado num dia de semana. Parecia que não estávamos vivendo uma pandemia.

Temos presenciado muito desrespeito, principalmente dos jovens. Mas, o que esperar de alguns jovens que fingem dormir nos ônibus para não dar o assento para os idosos?

A pandemia não acabou. Não use a sua máscara como uma inimiga que te incomoda. Procure um modelo que se adapte melhor ao seu rosto, ouse nas cores, brinque com as estampas. Lembre-se: elas podem salvar a sua vida.

Se precisar sair use máscara, álcool 70, lave bem as mãos, higienize tudo que chega da rua, cuide da sua saúde. Se puder fique em casa.

Solange Diniz é Jornalista, escritora e poetisa.
Autora do Livro ‘‘Palavras do Coração’’,
obra que deu origem ao espetáculo de teatro ‘‘Desalinhos do Amor’’.
Membro de Academias de letras e Artes do Brasil e do Exterior

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