Agosto|2016| ano VII edição 86 – A elaboração da linguagem no autismo

A elaboração da linguagem no autismo

Apresentação1Há quem diga que no mundo do autismo algumas etapas da construção do raciocínio, do aprendizado, do comportamento e da parte cognitiva são deficitárias. E ainda é mencionado que são mal estimuladas e trabalhadas. Os leigos veem como se a origem do transtorno fosse a inabilidade dos pais de intervir apropriadamente na linguagem da criança, passando seu conhecimento, experiência, além da intercomunicação por meio de palavras, gestos e atitudes.
Pensando nisso, proponho a seguinte reflexão: Já se sabe qual é a verdadeira razão para a dificuldade dos autistas em fazer uso da linguagem dita correta?
Vale a pena elucidar que a culpa não é dos pais, pois é na formação embrionária, até seu nascimento, que o ser humano desenvolve a principal estruturação do seu organismo: a psique e os processos corporais. Por isso, pode-se dizer que a linguagem começa muito antes da criança nascer; ela tem seu início nos primeiros três meses da gestação – quando se é criado o sistema nervoso central, e daí tudo o que o bebezinho escuta, vivencia, se movimenta, assim como as sensações vindas das emoções da mãe, ajudarão na futura relação com o mundo externo.

No pós-parto, a relação materna e paterna com o bebê é vital para a continuação das etapas de desenvolvimento humano, mas a falta de suporte familiar não é motivo para o surgimento do autismo. O porquê da difi culdade no uso da linguagem ainda está a ser descoberto, mas já sabemos o que ocorre sobre o aprendizado, comportamento e parte cognitiva (elaboração e associação de ideias que vem dos pensamentos); eles ficam um pouco abalados, e a criança sente dificuldade em se expressar, dizer o que sente, e podem faltar verbos para a construção de uma frase e comunicação efetiva.

O autista pode não gesticular ou indicar o uso de palavras para mostrar o que deseja. Se frustra pela suposta incapacidade, gerando ansiedade e irritabilidade, o que afeta demais no raciocínio e aprendizagem. O nível de estresse, além do descontrole emocional impede que sua mente se manifeste adequadamente, proporcionando uma linguagem de difícil compreensão. Esse artigo está dentro da série “a importância dos exercícios físicos nas necessidades especiais”, tendo continuação no próximo mês. Indico a leitura dos outros textos no site www.jornalnovidades.com.br, no link da Viva Bem.

Qualquer dúvida estou à disposição nos contatos abaixo.
VIVA BEM, COMUNICANDO-SE COM AUTISTAS.

THIAGO SOARES PERSONAL
CREF: 025751

Especialista em psicossomática contemporânea
Persona Trainer de idosos e necessidades especiais
ATENDIMENTO EM DOMICÍLIO
Personal Coach (consultor de saúde e atividade física)
Criador do método GinásticaKIDS
99522.8671 (Vivo)
Facebook.com/Ginasticakids.original
E-mail: thiagosoares.vivabem@gmail.com

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