Agosto | 2019 | Ano X – Edição 122 – A Realidade e a Fantasia num lançamento Sem Fronteiras

A Realidade e a Fantasia num lançamento Sem Fronteiras

DY

Dyandreia Portugal posa com sua obra

 

Dyandreia Valverde Portugal é mesmo um verdadeiro ÁS na arte criativa e rainha da comunicação. E como!… Dotada de impressionante carisma, nossa querida presidente da AJEB-RJ, escritora além-fronteiras, transmuta, facilmente, sonhos em realidade, ao concretizar, de fato, tudo que seu fértil imaginário idealiza. Sempre em contínuas e surpreendentes realizações, abrindo pontes para o mundo, Dyandreia é celebrada em tudo que empreende, mas recebe as glórias com a naturalidade dos verdadeiramente grandes: sem pose, com delicado sorriso e fala doce.

Já testemunhei múltiplas de suas criativas realizações. Uma das mais recentes deu-se na noite do lançamento de seu romance Reconstruindo Castelos de Areia, empolgante história de amor policial, tendo como pano de fundo a exuberante paisagem marítima da Região dos Lagos Fluminense. Sendo a narrativa salpicada de tons hitchcockianos, o vigor imaginativo de Dyandreia demonstrou, na obra, seu enorme poder de criar situações. Com que rápida destreza ela instaurou inesperados lances só decifrados por astuto Sherlock com sua lupa, em meio a surpresas e mais surpresas…

Mas, as fervilhantes e fabulosas ideias de Dyandreia não pararam na escrita do livro. Foram além. Muito mais além, mesmo! Misturando fantasia e realidade, não é que ela – sempre inventiva – trouxe detalhes da obra para receber seus convidados na festa de seu lançamento! Num lance original e muito adequado, ela transformou o salão do evento em rústica ambientação praiana, local em que se passa grande parte dos episódios de sua obra. A história narrada marcou presença no evento na extraordinária ornamentação temática. Tudo composto com jogadas inventivas do fecundo imaginário da autora.

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Ao entrar no salão do evento, senti total impacto. Conhecia bem o enredo. Com prazer, lera em três dias as 472 páginas e prefaciei o livro. Mas, cada cantinho extasiava-me com a maneira estilizada e inovadora da apresentação. Surpresas e mais surpresas, me imergiram novamente no universo literário. Nem as fotos, nem as palavras conseguem traduzir a harmonia da cena divisada no expressivo cenário da festa.

Logo à esquerda, enorme mesa, harmoniosamente arrumada com a delícia de docinhos (by Adriana Gregório), criava simbolicamente o mundo mágico da fantasia. Lembranças de episódios ou mesmo objetos do livro entremeavam-se àquelas variadas gostosuras, algumas colocadas junto a conchinhas espalhadas. Certo trecho da mesa simulava uma cena do cassino, covil de malfeitores, vítimas de pesado jogo de um episódio, no livro narrado. Porém, a convergência maior de meu olhar foi para o enorme bolo. Era o simbólico castelo de areia modelado, o que dera a mensagem em tom maior à obra: se aniquilado pelas águas do mar, apesar dos pesares, seria necessário prosseguir e reconstituir o castelo de nossos sonhos… E Dyandreia é disso o maior exemplo. Ao lado da mesa, em destaque, enorme banner, com a capa do livro em esplendorosa dimensão, reverberando ‘cintilazulantes’ luzes, sugeria uma noite de luar bem tropical à beira-mar.

O amplo ambiente finamente decorado com motivos praianos assemelhava-se a uma paisagem fanLiteratura A Realidade e a Fantasia num lançamento Sem Fronteiras Por Dalma Nascimento* Colunista convidada desta edição tástica ou do realismo mágico latino-americano, sem dúvida planejada com esmero nos mínimos pormenores pela escritora e realizada pelo decorador Eder Menegne, que sabe das coisas. No esplendor do conjunto, tudo perfeito. Signos náuticos, redes de pesca estrategicamente colocadas, luzes bem dosadas ‘sombrailuminavam’ mesinhas de bar, similares às da orla das praias tropicais. Aqui e ali, rústicos bancos com assentos de linho cru conferiam um toque bem marinho ao cenário, além de um fagueiro coqueirinho dando também o ar de sua graça.

Frases representativas de certos episódios narrados misturavam-se ao décor. Nada desafinava da proposta artística da montagem. Inclusive a trilha sonora da festa era a mesma do livro, cuja história se passara havia poucas décadas. Mais ao fundo, um telão projetava imagens da Região dos Lagos e, próximo, havia um cavalete com tintas com uma artista pintando, eternizando na tela figurações da noite do evento.

Em momento áureo, aclamada pelo público, entrou Dyandreia, a festejada pelo duplo acontecimento: mais um ano de sua vitoriosa vida e o batismo literário de seu romance recém-nascido, apresentado ao público. Com longos cabelos de um louro dourado, a rainha da noite surge radiosamente vestida num tubinho negro, recoberto por suntuosa túnica cor de prata com desenhos vazados. Tal detalhe sugeriu-me ser: ou as malhas de uma rede prateada sob a luz da Lua, reconhecido signo feminino, ou as fosforescentes escamas piscosas da sereia… E, derramando-se sobre o peito da translúcida veste, várias fileiras de avantajado colar de pérolas – elemento oriundo do mar, símbolo também lunar e ligado aos mistérios da mulher – enfeitando-lhe a roupa, conjugava-se à náutica decoração.

E foi com o dom de rainha que, majestática, ela se dirigiu ao “trono” para autografar Reconstruindo Castelos de Areia. Enquanto escrevia as dedicatórias, saborosos acepipes (Buffet Sabor e Festa) circulavam entre os presentes. Tudo e todos iguais aos das cenas vividas pelos personagens da obra. Os convidados degustaram os “comes e bebes” das situações da própria história. Aliás, foi um grande e feliz “achado” inventivo o de imbricar dados da ficção à real dinâmica do encontro. Em tudo materializando seu potencial criativo, ela, até ao autografar, entregava, com a obra, o marcador costumeiro e, um outro, bem maior. E nele constavam a carta de bebidas e o menu gastronômico que estavam sendo servidos aos convidados, e que foram adaptado para ressaltar aos citados na obra.

Em dado momento, a Maria Amélia Palladino, com graça, verve e cultura, resumiu a obra, passando a palavra a Ricardo Cravo Albin (apresentador da obra) e alguns convidados especiais leram fragmentos significativos da trama. O público presente vivenciou uma noite de lançamento bem original, graças à peculiar marca superinventiva da autora. Sem dúvida, o leitor, encantado com que desfrutara e já imerso no horizonte literário do livro, deve ter ido para casa pressuroso para começar a ler Reconstruindo Castelos de Areia. De fato, o livro é empolgante, como também o fora a inovadora noite.

A autora não é mesmo um ÁS na criatividade? Ah! Tenho a certeza de que você concorda comigo, não é, leitor?

*Dalma Nascimento – Escritora com vários livros publicados e Crítica Literária. Doutora em Literatura Comparada e Teoria Literária pela UFRJ. Professora aposentada da UFRJ. Pesquisadora do Centro de Estudos Afrânio Coutinho da UFRJ. Membro do PEN Clube do Brasil e da UBE-RJ (União Brasileira de Escritores).

SERVIÇOS
Decoração:
Eder Meneghine
edermeneghine@gmail.com.br
Buffet:
Sabor e Festa Eventos
saborefestaeventos@gmail.com
Doces Artesanais:
Adriana Gregório
adrianagregoriodocesartesanais@gmail.com

Reconstruindo Castelos de Areia

Autora: Dyandreia Valverde Portugal
Gênero: Romance Policial
ISBN: 978-85-5866-015-0
Editora: Rede Sem Fronteiras
Edição: 1º/2019, 472 págs.
Vendas: contato@redesemfronteiras.com.br

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