Agosto | 2017 | Ano VIII – Edição 98 – A Incontinência Urinária nos Idosos

A Incontinência Urinária nos Idosos

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Define-se como incontinência urinária como a condição na qual a perda involuntária de urina é um problema social ou higiênico e é objetivamente constatada. Muitas vezes, a incontinência urinária é considerada, equivocadamente, pela família e pelos amigos, como parte natural do envelhecimento.

A prevalência da incontinência urinária no idoso varia de 8 a 34% segundo o critério ou método de avaliação. As principais causas são: alterações teciduais da senilidade que comprometem o trato urinário inferior e o assoalho pélvico do sistema nervoso central e periférico, alterações hormonais como a menopausa, poliúria noturna, alterações psicológicas, hiperplasia prostática benigna, doenças concomitantes e efeitos colaterais de medicamentos.

A manifestação/queixa mais comum de alteração urinária é a noctúria, definida como o hábito de levantar-se mais de uma vez por noite para urinar e incomoda muitas pessoas de todas as faixas etárias, porém, é mais frequente dos 50 anos em diante. A noctúria, por si, não sugere nenhum diagnóstico específico. As principais causas são: a diminuição da capacidade vesical e/ou o aumento na produção de urina no período noturno. Podendo também estar associada a outros sintomas do trato urinário inferior, a distúrbios do sono ou relacionar-se ao tempo em que o paciente permanece na cama.

Outra queixa comum entre os idosos, é a incontinência urinária transitória muitas das vezes ligadas às mudanças fisiológicas do trato urinário inferior, alterações patológicas como infeções, ingestão hídrica excessiva, constipação intestinal crônica, depressão e dificuldade para locomoção.

A incontinência urinária persistente é quando a perda involuntária de urina não é causada por nenhuma comorbidade existente, não é decorrente do efeito colateral de algum medicamento e persiste por pelo menos três meses. Podendo ser classificada em três tipos: urge-incontinência, incontinência urinária relacionada ao esvaziamento vesical inadequado e a incontinência urinária de esforço. Além do impacto direto na qualidade de vida, a incontinência urinária, predispõe a dermatoses genitais, úlceras de pressão, infecções do trato urinário, quedas e fraturas ocorridas, frequentemente, no caminho para o banheiro.

O tratamento medicamentoso da incontinência urinária deve ser controlado e ajustado segundo as necessidades individuais de cada paciente. Quando a causa é a contração fraca da musculatura da bexiga, os medicamentos que aumentam a contração vesical podem ser úteis. O idoso que apresenta incontinência e depressão pode ser beneficiado com o uso de medicamentos antidepressivos.

Em casos mais delicados, há a possibilidade da correção cirúrgica para fazer o levantamento da bexiga e do fortalecimento do fluxo urinário. Para a incontinência por transbordamento nos homens, causada pelo aumento da próstata ou por outra obstrução, a cirurgia normalmente é necessária. E por fim, nos casos em que é impossível controlar a incontinência urinária com tratamentos específicos, absorventes e roupas íntimas especialmente projetadas para incontinência urinária podem proteger a pele, permitindo que os indivíduos permaneçam secos, confortáveis e socialmente ativos.

É tarefa do médico e dos familiares e cuidadores estarem cada vez mais atentos e aptos a tratar as doenças dos nossos queridos idosos, melhorando dessa forma sua qualidade de vida, evitando auto-isolamento e depressão.

ESPECIALIDADES: Clinica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Mastologia, Proctologia, Cardiologia, Cirurgia Vascular e Angiologia, Geriatria, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Psicologia, Neurologia, Neurocirurgia.

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