Junho|2016| ano VII edição 84 – Focos do Aedes Aegypt no Méier

Focos do Aedes Aegypt no Méier

  9 - Copia (2) Todos os dias assistimos aos noticiários e os assuntos são: Impeachment, vazamento de áudio de políticos, Eduardo Cunha etc. A grande mídia não fala mais das doenças que assolam a nossa cidade, o nosso bairro. Parece que a saúde da população caiu no esquecimento.  Mas, elas estão aí, matando pessoas, lotando as emergências dos hospitais públicos e particulares, afastando as pessoas das suas atividades cotidianas. São quatro sorotipos de Dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), Zika, Chicungunya, Febre Amarela, Micro Cefalia, Síndrome de Guillain Barré. Não são poucas doenças para serem esquecidas pela grande imprensa, muito menos pelo governo. Além do vírus H1N1, que nem é objeto deste editorial.

Numa quinta-feira a zeladora do prédio onde moro relatou-me ter uma vizinha com Chicungunya. Liguei para o serviço 1746 da prefeitura, que de praxe dá um prazo de até cinco dias para atendimento no local. No domingo à noite comecei a sentir muitas dores nos joelhos. Na manhã seguinte não me levantava da cama. Não conseguia fi rmar as pernas e pés, além de febre alta. No hospital diagnosticaram Chicungunya. Na segunda-feira os agentes da prefeitura vieram vistoriar o prédio, mas não encontraram nenhum foco. Neste intervalo de cinco dias já havia cinco pessoas contaminadas, sendo: três no prédio onde moro e dois vizinhos da rua, que tive conhecimento. Liguei novamente para o 1746 para relatar que havia um foco do aedes aegypit na minha rua e o número de pessoas com a doença. A atendente respondeu-me que não podia enviar um funcionário para uma rua inteira.

Ocorre que, no Méier, há várias obras acontecendo em várias ruas, que são verdadeiros focos de mosquitos. Um leitor enviou-me fotos das larvas de mosquitos nas obras na Rua Fábio da Luz. Ele já havia ligado para o 1746 que deu o prazo de até cinco dias para atender ao chamado. O problema é que até lá o mosquito já contaminou metade da rua e assim a doença vai se espalhando pelo nosso bairro. Não quero aqui falar mal do serviço 1746, porque todas às vezes que solicitei serviços através do 1746 fui atendida.

Tendo que ir à emergência dia sim dia não para medir as plaquetas encontrei com clientes do jornal e vizinhos, todos moradores do Méier. Uns com Dengue, outros com Zika e outros com Chicungunya. O fato é que há um surto de Chicungunya no nosso bairro e nada se fala a respeito. Além da Dengue e Zika. Um leitor do jornal Novidades  relatou-me a morte de uma jovem moradora do Grande Méier com Chicungunya. Não ouvimos mais nenhum dado estatístico na grande imprensa sobre o avanço dessa doença. Ouvimos falar um pouco mais da Zika por causa das grávidas e da Micro Cefalia, que é terrível e muito triste. Mas, da Chicungunya nada.

Deixo aqui um alerta às nossas autoridades locais para que olhem para a limpeza do nosso bairro, fiscalizem as obras em andamento nas ruas do Méier e façam um trabalho mais eficaz no combate ao aedes aegypit na nossa região. É fato que a nossa cidade já é uma área endêmica para essas doenças.

Solange Diniz é jornalista, escritora, poética, dramaturga.
Autora do Livro “Palavras do Coração”,
Obra que deu origem ao espetáculo “Desalinhos do amor”.
Membro de Academias de Letras e Artes do Brasil e do exterior

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