Abril | 2018 | Ano IX – Edição 106 – Musicoterapia e Autismo

Musicoterapia e Autismo

Adriana Pimentel 2

A American Music Therapy Association (AMTA) Associação de Musicoterapia dos Estados Unidos, elaborou um resumo com informações de vários artigos e pesquisas realizadas por eles, sobre os benefícios da Musicoterapia nos atendimentos às pessoas com o Transtorno do Espectro Autista que faz parte dos Transtornos do neurodesenvolvimento. Aproveitando a oportunidade, trago para vocês alguns dos apontamentos feitos.

Os estudos mostram que a prática da Musicoterapia, exercida por profissional devidamente qualificado e com formação específica, é direcionada para as questões comportamentais, de comunicação, cognição, habilidades sociais/interação e equilíbrio emocional. Afirmam que a profissão, promove uma ponte entre os indivíduos e desses com o seu ambiente, facilitando relacionamentos, aprendizagem, auto expressão e comunicação.

É altamente motivadora, ajuda ao indivíduo a entrar em contato, identificar e expressar suas emoções. Pode ser usada como um reforçador das respostas desejadas, estimulando indivíduos a reduzirem respostas negativas, inapropriadas, estereotipias e estimulando um comportamento mais adequado na relação intra e interpessoal.

A Musicoterapia captura e ajuda a manter a atenção. O tempo interpessoal, a atenção compartilhada, a escuta do outro são ampliadas, abordando seus estilos e meio de comunicação individuais. Ao indivíduo não verbal oferece a possibilidade de se expressar de novas formas, além de estimular o desenvolvimento da comunicação, da fala e linguagem.

A música estimula várias áreas do cérebro que sobrepõe o sistema de neurônios-espelho. Fornece experiências concretas, multissensoriais, de estimulação auditiva, visual, proprioceptiva, vestibular e tátil. Num processo musicoterapêutico contínuo é possível atuar no desenvolvimento cognitivo, na aquisição da linguagem, habilidades motoras, controle emocional… Todo o desenvolvimento global pode ser aprimorado pela Musicoterapia.

O componente rítmico é utilizado na organização dos sistemas sensoriais de indivíduos, atuando no processamento auditivo, perceptivo, motor. Elementos e estruturas musicais proporcionam sensação de segurança e familiaridade na configuração de Musicoterapia, incentivando indivíduos com TEA, a tentar novas tarefas. A musicoterapia concentra-se nos pontos fortes que cada indivíduo apresenta, que podem, por sua vez, serem utilizados para resolver necessidades individuais.

Muitas pessoas com autismo têm talentos musicais inatos; portanto, a Musicoterapia oportuniza todos a viverem experiências musicais bem sucedidas.

Caso tenham interesse e queiram mais informações acessem: www.musikativa.com.br e pesquisem pelos links de várias Associações de Musicoterapia, Jornais e Revistas especializados, Instituições de Pesquisa na área, que estão espalhadas em todo o mundo!

Musikativa – música transformando vidas!
www.musikativa.com.br

Adriana Pimentel
AMTRJ 478/1

Atendimento com hora marcada.
Tel.:  98717.6021

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