Abril | 2018 | Ano IX – Edição 106 – 7 de Abril – Dia Nacional do Jornalista

7 de Abril – Dia Nacional do Jornalista

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O Dia do Jornalista foi criado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem ao jornalista Libero Badaró, importante personalidade na luta pelo fim da monarquia no Brasil. Badaró foi médico e jornalista, fundou o periódico “Observador Constitucional”, onde denunciava os abusos do Império. Foi assassinado no dia 22 de novembro de 1830, em São Paulo. Historiadores acreditam que o movimento popular que se gerou por causa do seu assassinato levou Dom Pedro I a abdicar ao trono em 1831, no dia sete de abril. Na mesma data também foi fundada a ABI, em 1908, com o objetivo de assegurar aos jornalistas todos os seus direitos.

Em 2009, por oito votos a um, os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o Diploma para o exercício do Jornalismo não seria mais obrigatório. Na época votaram contra a exigência do diploma o relator Gilmar Mendes e os Ministros: Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. O Ministro Marco Aurélio foi o único que defendeu a necessidade de curso superior em Jornalismo para o exercício da profissão.

Tamanho disparate a decisão do STF levou a categoria às ruas para protestar. Retirar a obrigatoriedade do diploma é retroceder. É retirar o direito da sociedade à informação e à democracia. Desde 2009, a FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas, entidade máxima de representação da categoria no Brasil, tem sido incansável no restabelecimento da obrigatoriedade do diploma e defende a criação do Conselho Federal de Jornalistas (CFJ).

Enquanto o restabelecimento da exigência do diploma não acontece vamos presenciando muitas aberrações. Jornais e revistas sem um jornalista responsável, sites e páginas no Facebook que se intitulam “jornal”. Para ser considerado um jornal pressupõe ter um jornalista responsável, que responda com seu registro por todo o conteúdo publicado; jornalistas que assinam as matérias respondendo pela veracidade das informações; um editor que conduz a linha editorial do jornal. Um jornal é uma empresa constituída que paga seus impostos. Mas, não é isso que acontece nesses sites e páginas de Facebook. Eles simplesmente compartilham matérias de outros jornais ou copiam mesmo as matérias.

Além disso, cada vez mais as notícias falsas são compartilhadas no Facebook, as chamadas “fake news”. Num momento em que os cidadãos são cada vez mais bombardeados por uma enxurrada de notícias rasas, recheadas de parcialidade e fake news, torna-se ainda mais importante a formação profissional em Jornalismo. É preciso estar atento principalmente aos jovens que são os maiores consumidores dessas notícias e muitas vezes falsas através das redes sociais.

Depois de um grande boom que aconteceu no Facebook, onde todas as pessoas ganharam um microfone e puderam falar coisas boas e também muitas asneiras, a sociedade começa a perceber a importância das informações publicadas por jornalistas, da notícia responsável e de credibilidade. Fato recente foi a volta do Jornal do Brasil às bancas, mostrando que a mídia impressa está entre as mídias de maior credibilidade de informações.

Solange Diniz é Jornalista, escritora e poetisa.
Autora do Livro ‘‘Palavras do Coração’’,
obra que deu origem ao espetáculo de teatro ‘‘Desalinhos do Amor’’.
Membro de Academias de letras e Artes do Brasil e do Exterior

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