Abril / 2014 – Edição 58 – FIM

 

Palavras da Editora

Fotos: Divulgação / Por: Solange Diniz

Quando um artista morre sentimos como se fosse uma pessoa tão próxima a nós, quase um membro da família. Sempre tenho a sensação de que ?camos mais pobres e órfãos. O artista invade nossas casas, nossas vidas, nossas almas, entra na nossa intimidade e na nossa rotina.Como encarar a vida sem arte?

Como viver sem arte? A vida é dura demais e sem essas almas talentosas, divinas, para nos trazer a beleza da música, das letras, das telas, dos palcos, não daria para suportar. Consigo viver numa casa sem móveis, jamais com a frieza das paredes sem quadros. Preciso trazer para perto e penduro a beleza das ?ores, as ondas do mar, o frescor da manhã, o céu azul, o verde das montanhas. Se não me cercar de arte não suporto a vida urbana.

Guardo meus livros como tesouros. Tirando a poeira com pincéis e reverenciando os Machados, as Clarices, as Adélias e as Cecílias, ao mesmo tempo que vou decidindo com quem passarei a minha semana. Da mesma forma que abro a gaveta, onde guardo minhas preciosidades e me transporto no tempo ao som de Chiquinha e Calado.

Não cheguei a conhecer nosso ator José Wilker pessoalmente ou a entrevistá-lo, mas suas personagens ? zeram parte da minha vida.

Que os Deuses do teatro acolham nosso talentoso José Wilker, o tão brasileiro Zé, que se despede da vida com uma imensa obra imortal. Deixando-nos órfãos de suas personagens, da sua cultura, ?loso?a e arte.

As cortinas do teatro se fecham.

“That’s all folks!”

FIM

 

 

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